Trinta mil reais separam Lorena Boone Subtil de seu sonho. Ela é servidora pública há cinco anos, mora e trabalha em Cariacica e sonha ir para a Austrália fazer um curso de Liderança e Gestão.
O país foi escolhido porque o visto de estudante permite que ela estude e trabalhe. “O visto é de 13 meses, 12 de duração e um mês de férias. Eu quero estudar e ficar por lá. Com a formação em Administração, acredito que consiga, essa é a minha estratégia”, disse.
Lorena já é graduada em Administração e MBA em Controladoria e Finanças. A graduação que pretende fazer possibilita conseguir cidadania. “A imigração australiana leva isso em consideração. Eu quero aproveitar esse período para pedir a cidadania, que dentro das regras australianas, deve ser solicitado até os 39 anos, porque a migração tem um limite para a liberação de cidadania até essa idade. Passando dessa faixa etária, outros aspectos passam a vigorar para liberar a cidadania”, afirmou.
O sonho de morar fora sempre tomou os pensamentos de Lorena. “Sempre tive vontade de morar fora do Brasil, mas nunca quis ir de qualquer jeito, na ilegalidade, sempre acreditei que o dia que conseguisse realizar esse sonho, seria tudo dentro da lei, por mim e pelos meus pais”, afirmou a servidora.
“Minha maior expectativa é de crescer profissionalmente e como pessoa. Quero conhecer outras visões de vida e quero aprender muito, até sobre mim mesma. Quero descobrir até onde eu posso ir e quais são os meus limites”, ressaltou.
Apesar de ser adulta e independente, Lorena sabe que ao seguir o seu sonho, deixará para trás no mínimo duas pessoas importantes muito preocupadas. “Meus pais estão apreensivos, mas estão me apoiando. Eles estão vendo tudo o que estou fazendo para conquistar o meu sonho e estão bem orgulhosos”, afirmou.
Sonhar e agir

Aos 33 anos, Lorena é solteira e não tem filhos. E focada em realizar seu grande sonho, além de ajudar o pai na oficina, ela começou a fazer brigadeiros gourmet e os vende na feira livre, na Expedito Garcia, em Campo Grande.
A rotina de servidora deixa apenas os fins de semana para vender as delícias que fabrica em casa. “Eu comecei a vender em julho de 2024 e consigo em média R$ 2 mil por mês com os brigadeiros”, contou.
Na feira, entre tantas pessoas que “cantam” seus produtos, anunciando os valores, quantidades, qualidades, Lorena está entre eles, mas com sua paz de espírito. Para quem se aproxima, ela fala sobre seus brigadeiros, os sabores e, se quiser saber, ela conta a sua história.
Semelhanças entre Brasil e Austrália
Desde 1997 as cidades de Sydney e São Paulo (não por acaso as maiores de ambos os países) são consideradas cidades irmãs. Tanto na Austrália quanto no Brasil há uma grande quantidade de praias, sendo algumas de beleza estonteante. Nos dois países o gosto dos habitantes pelas praias também é muito parecido.
Pelo fato de ocuparem uma faixa praticamente igual do planeta, uma das maiores semelhanças entre ambos os países é que eles possuem clima tropical, com muito sol e calor na maior parte do tempo.
Tanto o Brasil quanto a Austrália são países multiculturais. Como os dois foram colonizados e houve muita imigração em ambos, é possível encontrar traços culturais de diferentes partes do planeta nos dois países. Brasil e Austrália possuem uma fauna riquíssima. Tanto lá quanto cá é possível encontrar animais belíssimos, espécies endêmicas e, infelizmente, algumas em risco de extinção.
Assim como os brasileiros, os australianos costumam ser bastante calorosos e receptivos. Não é difícil fazer amizades com os australianos, já que eles não são tão “frios” como os europeus. Assim como o Brasil, a Austrália também é uma grande exportadora de commodities. As principais, que são exportadas pelos dois países, são minério de ferro, grãos e carne bovina.
Falando em exportações, é bom lembrar que tanto o Brasil quanto a Austrália têm a República Popular da China como seu principal parceiro comercial. Assim como aconteceu no Brasil, na Austrália os povos nativos também foram massacrados pelos colonizadores.
Os australianos adoram esportes, tanto quanto os brasileiros. Apesar de gostarem muito de alguns pouco conhecidos por aqui, eles também são muito fãs de futebol, tênis, surf e Fórmula 1. Outra semelhança em relação aos esportes é que ambos os países adotam a cor amarela em seus uniformes nas mais diversas modalidades.
Apesar de não serem esteticamente parecidas, as bandeiras de Brasil e Austrália possuem uma coisa em comum: ambas têm o Cruzeiro do Sul estampado. Por serem dois países de clima bastante quente, é muito comum que os habitantes de Brasil e Austrália sejam grandes entusiastas do uso de chinelos para toda e qualquer ocasião. Os australianos, aliás, andam até descalços.
Assim, como o Brasil tem o SUS, a Austrália também conta com um sistema de saúde público. Porém, o sistema australiano é menos abrangente do que o brasileiro, já que o atendimento gratuito é restrito apenas aos australianos.









