Igrejas Católicas são a maior parte do patrimônio histórico do Espírito Santo

No dia do Patrimônio Histórico, comemorado nesta quarta-feira (17), é impossível não falar dos capixabas, que em boa parte, estão ligados a religiosidade, característica forte do Espírito Santo.

Como  um estado predominantemente católico, o Espírito Santo é repleto de igrejas católicas, consideradas patrimônios históricos. Apenas no centro da capital, Vitória, são três igrejas, uma catedral, uma capela e um convento. 

A Catedral Metropolitana de Vitória, inclusive, é um dos patrimônios históricos mais visitados de todo estado. Além dela, na mesma região, podem ser encontradas a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Igreja de São Gonçalo. 

Apesar do Convento da Penha ser o mais conhecido em terras capixabas, localizado em Vila Velha, o Convento de São Francisco, na capital, abrigou um presídio e diversas irmandades da igreja católica. Por um passeio completo, a parte alta da cidade, também tem a igreja mais antiga de Vitória, nos dias atuais chamada Capela de Santa Luzia. 

PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS TOMBADOS

Ao longo da história do Espírito Santo, as terras capixabas tiveram diversos patrimônios históricos tombados. Em Vitória foram tombados prédios como o Palácio Anchieta, a Catedral Metropolitana, o Theatro Carlos Gomes, o imóvel do Museu de Arte do Espírito Santo, a Casa da Música Sônia Cabral, o Frontispício do Antigo Convento de São Francisco.

Segundo o Governo do Espírito Santo, o tombamento é o instrumento de reconhecimento e proteção do patrimônio cultural e pode ser feito quando os bens possuem uma importância histórica, etnográfica (em relação à etnia), cultural, artística ou paisagística para a sociedade ou para parte dela.

Além disso, para o governo capixaba, o tombamento condiciona e regula o uso responsável da propriedade privada de modo a preservá-la para as futuras gerações. Para ser tombado, o bem passa por estudos e audiências públicas, que vão fundamentar a importância daquela preservação.

O primeiro sítio tombado foi o Sítio Histórico de São Mateus, em outubro de 1976. Além dele, segundo o Governo do Espírito Santo, em nível estadual, foram tombados os Sítios Históricos de São Pedro do Itabapoana (em Mimoso do Sul), Muqui, Santa Leopoldina e Itapina.

Os últimos patrimônios históricos tombados em terras capixabas, foram registrados em 2013 no Governo de Renato Casagrande. De acordo com o Governo do ES, foram tombados no mesmo ano, a Igreja N. S. Conceição, em Conceição da Barra,  Sítio Histórico de Itapina, Ruínas do Rio Salinas, em Anchieta.

SÃO PEDRO DO ITABAPOANA

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São Pedro de Itabapoana – Vista geral, Mimoso do Sul, em 1910. Foto: Arquivo Público Espírito Santo

Em fevereiro de 2022, São Pedro do Itabapoana,  distrito do município de Mimoso do Sul, no Espírito Santo, comemorou os 35 anos do tombamento de seu conjunto arquitetônico. O distrito tornou-se Sítio Histórico em 1987 quando o Conselho Estadual de Cultura realizou o tombamento de 41 imóveis residenciais, além dos prédios da cadeia, da igreja e o calçamento central em pedras pé de moleque, a maioria deles datada do século XIX.

Igrejas Católicas são a maior parte do patrimônio histórico do Espírito Santo
Tatiana e André, no dia do casamento

A advogada, Tatiana Nara Castanheira Vilela, 39 anos, conta que apesar de ter mudado para a Grande Vitória, fez questão de voltar para a cidade que foi criada, para realizar o seu casamento na Igreja, considerada patrimônio histórico, em São Pedro do Itabapoana. “Casei e batizei meu filho lá, porque é o lugar que nasci e também onde mora minha família materna”.

“O dia foi um feriado de festa: receber os amigos queridos e mais chegados que foram, reencontrar parentes que voltaram lá para meu casamento. Ver a felicidade dos meus avós de casar na igreja deles e festejar no quintal da fazenda que foi todo modificado para a festa”, relatou a advogada. 

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Os avós de Tatiana entrando na igreja de São Pedro com as alianças

Completando neste ano 10 anos de casada, Tatiana, explica que o seu casamento foi mais uma realização de um sonho. “Não foi só meu casamento, mas a realização do sonho de casamento e festa dos meus avós, pois quando casaram não tinham condições financeiras de fazer um festão. E foi um festão para todos que eles quiseram convidar.”

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