O samba vai tomar conta do Cais das Artes nos dias 22 e 23 de maio com a realização da quarta edição do festival “Samba que Eu Quero Ver”. Com entrada gratuita, o evento promete reunir música, gastronomia, cinema, oficinas, feira criativa e atividades para crianças em um grande encontro cultural voltado à valorização do samba e das brasilidades.
Pela primeira vez realizado no novo complexo cultural da capital capixaba, o festival amplia seu público e aposta na ocupação do espaço como forma de fortalecer a cultura popular brasileira e a cena artística local.
A programação mistura diferentes vertentes do samba, como samba rock, samba jazz, pagode e partido alto, além de outras expressões da música brasileira. Entre os destaques estão os shows do sambista carioca Renato da Rocinha, na sexta-feira (22), e do grupo Galocantô, no sábado (23).
Renato da Rocinha sobe ao palco em um encontro especial com o grupo Mesa Branca, liderado pelo sambista capixaba Kleber Simpatia. Já o Galocantô, referência no samba de raiz da Lapa, no Rio de Janeiro, encerra a programação musical de sábado antes da apresentação da escola de samba Chegou o que Faltava, atual campeã do carnaval capixaba.
Outro destaque será o coletivo Disco Voador, conhecido pelos sets dedicados às brasilidades em vinil e pelas apresentações que vêm movimentando as ruas do Centro de Vitória.
Programação inclui cinema, oficinas e atividades infantis
Além dos shows, o festival terá uma programação cultural diversificada para todas as idades. Na sexta-feira (22), o público poderá acompanhar uma sessão de cinema ao ar livre voltada para toda a família, além da Oficina de Samba no Pé com o coreógrafo Vini Sayos.
Já no sábado (23), o evento inaugura a “Vale Apresenta Estação Sambinha”, espaço voltado ao público infantojuvenil e às famílias, com foco em cultura brasileira, sustentabilidade e formação de público.
As atividades incluem contação de histórias baseada no livro “O Rio Cantante”, com as autoras Flávia Dubberstein e Tainá Guimarães, além de oficina de produção de podcast e plantio de sementes.
O coletivo mineiro Coletivo Flutua também participa da programação com o “Sonhário”, uma instalação inflável voltada ao livre brincar, e com oficinas de confecção de birutas produzidas com materiais recicláveis.
A programação infantil terá ainda apresentação do Regionalzinho da Nair com o Bloco dos Sambistinhas, levando marchinhas, fanfarra, palhaços e malabaristas ao público.
Debate sobre cidade e cultura popular
O festival também abre espaço para reflexões sobre cultura e ocupação urbana. O historiador e sambista Marcus Vinicius Sant’ana participa da palestra “Ocupação e Território”, que aborda a relação entre cidade, samba e pertencimento cultural.
Outra atração será a Feira Griô, reunindo gastronomia, moda, arte e artesanato, com foco no fortalecimento da cultura negra capixaba e do empreendedorismo local.
Exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, segue aberta
Durante os dois dias de festival, o público também poderá visitar gratuitamente a exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, em cartaz no salão principal do Cais das Artes. A mostra já recebeu mais de 20 mil visitantes desde sua abertura, em abril.
Ingressos gratuitos
Os ingressos para o “Samba que Eu Quero Ver” são gratuitos e podem ser retirados pelo perfil oficial do festival no Instagram.
A entrada está sujeita à lotação do espaço.
Festival fortalece o samba capixaba
Criado em 2022, o “Samba que Eu Quero Ver” surgiu com o objetivo de fortalecer a produção artística ligada ao samba e à música brasileira no Espírito Santo. O evento também busca ampliar o acesso à cultura, incentivar a formação de público e promover ações de valorização da cultura negra e da economia criativa.
O festival é realizado pela Odoyá Arte e Cultura, com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), do Governo do Espírito Santo, e conta com patrocínio master do Extrabom e patrocínio da Vale.









