Escritoras capixabas arrecadam para lançamento de livro com participação de Vera Eunice

O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem ao livro “Quarto de despejo” e a um projeto de ressocialização em detenção capixaba. Ao lerem a obra para detentas da Penitenciária Feminina de Bubu, em Cariacica, as escritoras capixabas Elaine Dal Gobbo e Katia Fialho inspiraram as presas e escrever. E, a partir daí surgiu “Um lugar de fala” – um coletivo de crônicas.

Carolina Maria é mãe da professora Vera Eunice, que foi convidada para o lançamento do livro. A presença, no entanto, depende de apoio financeiro (saiba como ajudar no final da matéria).

“Foi a partir da reflexão sobre a obra ‘Quarto de Despejo’, lida coletivamente com as detentas durante as oficinas, que surgiram várias ideias para as crônicas que foram escritas por essas mulheres e que enriquecem cada uma das páginas do livro. Por isso, solicitamos a contribuição de qualquer valor para que possamos custear as passagens, hospedagem e alimentação de Vera Eunice”, detalhou Elaine, que também é jornalista.

Escritoras capixabas arrecadam para lançamento de livro com participação de Vera Eunice

Vera é filha da autora de “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, livro em que Carolina mostra sua busca por estratégias de sobrevivência, contando o dinheiro quase todos os dias no intuito de comprar alimentos. Situações que as 20 presas identificam bem e e se inspiraram para escreverem suas crônicas que estão no livro.

O lançamento de “Um lugar de fala”, aberto ao público, será no dia 11 de outubro, às 19h, na Casa da Cultura Sônia Cabral, no Centro de Vitória. O total necessário é de R$ 3.272,00. As doações podem ser feitas por meio da chave PIX 27 981469882 (celular), em nome de Kátia Fialho Nogueira.

A leitura da obra aconteceu durante oficinas de leitura e escrita no presídio de Bubu durante o mês de março. O fruto desse projeto ‘Elas por elas’ é a produção do livro. O trabalho de ressocialização com as mulheres privadas de liberdade foi autorizado pela Secretaria de Justiça, mas a obra é uma ação independente de Eliana e Kátia.

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