Luiza Brunet celebra ser musa de camarote aos 60 anos e estreia da filha, Yasmin, na Sapucaí

Luiza Brunet é uma das rainhas de bateria mais respeitadas da história do Carnaval do Rio de Janeiro e voltará à Marquês de Sapucaí em um momento icônico: o centenário da Portela. A modelo, empresária e ativista da causa feminina contou ao ES Hoje sobre o retorno à azul e branco.

Durante a conversa, no lançamento do camarote Allegria, Luiza revelou que não voltaria a desfilar à frente de uma bateria de escola de samba por já ter dado o seu máximo, mas aceitou comemorar os 100 anos da Portela pela gratidão que tem à escola. O convite foi feito por Bianca Monteiro, atual rainha de bateria da escola, que vai reunir rainhas famosas e anônimas que passaram pelo posto ao longo dos anos.

Para Luiza, inclusive, o posto deve ser cada vez mais preenchido por passistas que cresceram na comunidade. “Ela representa a comunidade, a história da avó dela, da bisavó e isso é muito importante. Tivemos o privilégio de estar ali e agora é o momento de passar para quem merece de fato”, alerta.

Musa de camarote

Além de estar na avenida pela Portela, Luiza também será uma das musas do camarote Allegria. “Estou achando engraçado ser musa de camarote aos 60 anos. Mas terei minhas companheiras, Adriane Galisteu, Gabriela Loran. É gostoso porque o camarote é superanimado, o espaço é bem próximo da bateria e tem uma cabine de jurados do lado para ver o desfile pertinho”, comemora.

Brunet ainda comenta que ter se tornado sexagenária em 2022 não é um limitador e sim um reconhecimento do seu legado. “Não há mais espaço para nichar as mulheres, Fernanda Montenegro tem 90 anos e pode ser musa. Porque ela é uma musa aos 90 anos, está integra e perfeita. Elza Soares já partiu, mas ela era uma grande musa. Você tem que ser admirada por algo que faz e assim se torna musa”, reforça.

Herança

Além do legado que deixou para todas as mulheres que ocuparão o posto de rainha de bateria, Luiza agora assistirá a filha, Yasmin, estrear na Marquês de Sapucaí. Aos 34 anos ela vai desfilar pela primeira vez como musa da Grande Rio, que este Carnaval canta a história de Zeca Pagodinho.

Luiza contou que a filha é convidada para desfilar há anos, e esteve na Sapucaí na barriga da mãe, mas sempre recusou por temer as comparações. Desta vez abriu mão do que outros iriam dizer e se jogou no samba, com direita a aulas semanais do ritmo. “Está aprendendo a sambar, mas sabe que nunca será como uma passista e recomendei que ela relaxasse, vivesse o momento”, lembra.

Além do samba no pé e o samba-enredo na ponta da língua, Luiza também pediu que ela tivesse sororidade com as colegas de agremiação. “Yasmin está feliz, empolgada para fazer o melhor, e espero que ela seja vista como uma menina normal em um evento importante. Mas sem a responsabilidade de representar a minha história na avenida”, conclui.

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