A greve nacional da Caixa Econômica Federal poderá ser resolvida pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), em audiência nesta quarta-feira (23), às 14h. O MPT (Ministério Público do Trabalho) recorreu ao Judiciário para buscar solução entre as partes.
A paralisação já dura 13 dias. O principal impasse entre os trabalhadores e o banco público é o plano de saúde. A Caixa afirmou, em nota anterior, que está aberta ao diálogo. O banco não pretendia ir à Justiça, embora estude essa possibilidade, mas não reabriu a mesa de negociação.
Entidades que representam os funcionários buscavam a reabertura da mesa. A audiência de mediação pré-processual terá a presença da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à Central Única dos Trabalhadores).
A decisão do MPT de ir ao TST em busca de acordo foi tomada depois que os empregados e empregadas recusaram a terceira proposta do banco, na assembleia realizada na segunda-feira (21), por sindicatos de bancários de todo o país, e mantiveram a greve.
Segundo a Contraf, a informação sobre a audiência foi recebida na noite de terça (22) e a entidade buscava confirmar a veracidade da informação. A confederação diz não se tratar de dissídio coletivo, mas de audiência de mediação pré-processual, que é “uma forma voluntária e consensual de resolver conflitos entre empregados e empregadores antes do ajuizamento de uma ação trabalhista formal”.
A Caixa disse que “segue empenhada na construção de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira”.
O banco informa ainda que pagamentos de benefícios estão sendo feitos sem atrasos. Depósitos de setembro do Bolsa Família e do Pé de Meia, principais programas do governo federal, começaram a ser realizados nos últimos dias, sem registros de reclamação ou tumultos em agências, como já ocorreu em ocasiões anteriores.
Isso porque todos os pagamentos estão automatizados.
O QUE A CAIXA OFERECE AOS BANCÁRIOS?
O banco público ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, mantidos o pacto intergeracional e o convênio no acordo coletivo de trabalho. Não haveria cobrança diferenciada por faixa etária.
Não haverá reajuste nas mensalidades em 2026 e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular passa a ser de 3,7% da remuneração-base dos funcionários e a de dependente direto, de R$ 560.
Para dependente indireto que for filho de 21 a 24 anos, a mensalidade será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, a mensalidade será de R$ 900. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) será de 9%.
Na comparação entre as propostas apresentadas pelo banco, a Caixa reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança de consulta em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina. Além disso, garantiria o reajuste de 4,6% já pago para todos os demais bancários do país, que representa 0,6% acima da inflação do período.
Nas contas feitas pelos empregados da Caixa, no entanto, o valor a ser pago pelo plano de saúde ainda é o ideal, porque faria com que o reajuste real em seus salários fosse zerado ao custear o convênio. Na prática, não receberiam nada.
ONDE PAGAR BOLETOS E CONSEGUIR ATENDIMENTO:
– Caixas eletrônicos
– Aplicativo da Caixa
– Site da Caixa
– WhatsApp Caixa, no 0800-1040104
– Caixa Tem
– Aplicativo Cartões Caixa
– Aplicativo Habitação Caixa
– Aplicativo FGTS
– Lotéricas
– Correspondentes Caixa Aqui
– Aplicativo DPVAT
– Alô Caixa, nos números 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-1040104 (demais localidades)
– Rede Banco24Horas
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – CRISTIANE GERCINA










