Os trabalhadores de serviços de informação e comunicação estão no segmento com a maior remuneração média entre as empresas de serviços não financeiros do Espírito Santo. Em 2024, o salário médio mensal do grupo chegou a 3,3 salários mínimos, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença é significativa em relação à média de todo o setor, que ficou em dois salários mínimos mensais. Na outra ponta do ranking estão as atividades imobiliárias, com média de 1,1 salário mínimo, e os serviços prestados principalmente às famílias, com 1,2.
Ao todo, as empresas de serviços não financeiros pagaram R$ 9,64 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações no Espírito Santo em 2024. O levantamento contabilizou 260.730 pessoas ocupadas em 30.025 empresas.
Veja o ranking dos salários
Entre os sete grandes segmentos analisados pela pesquisa, a remuneração média mensal ficou assim:
- Serviços de informação e comunicação: 3,3 salários mínimos;
- Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 2,4 salários mínimos;
- Outras atividades de serviços: 2,4 salários mínimos;
- Serviços de manutenção e reparação: 2,1 salários mínimos;
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,9 salário mínimo;
- Serviços prestados principalmente às famílias: 1,2 salário mínimo;
- Atividades imobiliárias: 1,1 salário mínimo.
Apesar de liderar em remuneração, informação e comunicação está longe de ser o segmento que mais emprega. O grupo reunia 17.621 trabalhadores em 2.084 empresas e movimentou R$ 6,55 bilhões em receita bruta no Estado em 2024.
O maior contingente de trabalhadores estava nos serviços profissionais, administrativos e complementares, com 92.630 pessoas ocupadas. Mesmo concentrando 35,5% dos empregos pesquisados, o segmento apresentou salário médio de 1,9 mínimo.
Em seguida aparecem transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 67.654 trabalhadores e remuneração média de 2,4 salários mínimos.
Serviços às famílias empregam mais e pagam menos
Outro contraste aparece nos serviços prestados principalmente às famílias. O segmento empregava 52.605 pessoas, aproximadamente três vezes o contingente registrado em informação e comunicação, mas tinha salário médio de apenas 1,2 mínimo.
Grande parte desses trabalhadores estava em alojamento e alimentação, atividade que reunia 40.315 pessoas em 3.239 empresas. Nesse grupo, a remuneração média também ficou em 1,2 salário mínimo.
Atividades culturais, recreativas e esportivas e serviços pessoais apresentaram média de 1,4 salário mínimo. Já as atividades de ensino continuado ficaram em 1,2.
A Pesquisa Anual de Serviços é realizada pelo IBGE desde 1998 e acompanha características estruturais das empresas brasileiras de serviços não financeiros, incluindo emprego, remuneração, receita e perfil das diferentes atividades.










