Mesmo com reajustes salariais e aumentos periódicos do salário mínimo, muitos brasileiros continuam com a sensação de que o dinheiro compra cada vez menos. A alta nos preços de alimentos, moradia, energia, transporte e outros serviços essenciais faz com que o orçamento das famílias fique cada vez mais apertado.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, o mestre em Economia Ricardo Paixão explicou que o aumento da renda nem sempre acompanha a elevação do custo de vida, especialmente para quem recebe os menores salários. “O salário aumenta, mas a gente não tem o expressivo ganho real, ou seja, aquele ganho acima da inflação, porque os preços tendem a subir mais do que o aumento no salário”, afirmou.
Segundo o economista, fatores como mudanças climáticas, conflitos internacionais, aumento do preço de fertilizantes e o custo da moradia contribuem para pressionar ainda mais o orçamento das famílias. Ele também explicou que a inflação oficial representa uma média e pode ser diferente da realidade de cada consumidor, dependendo dos produtos e serviços que fazem parte da rotina.
Para enfrentar esse cenário, o especialista recomenda planejamento, pesquisa de preços, definição de prioridades e, quando possível, a busca por fontes extras de renda. “Você transforma uma habilidade em renda e isso você complementa com a sua renda principal. Isso aí é uma estratégia importante”, orientou.
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