Renda média dos capixabas fica abaixo da média do Brasil, diz IBGE

A renda média mensal no Espírito Santo chegou a R$ 3.320 em 2025, ficando abaixo da média nacional, de R$ 3.367, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento faz parte da Pnad Contínua: Rendimento de todas as fontes.

A pesquisa considera não apenas a renda do trabalho, mas também valores recebidos por aposentadorias, pensões, aluguel, programas sociais, aplicações financeiras e outras fontes de rendimento. Os dados são apresentados em valores reais, ou seja, já ajustados pela inflação.

No Brasil, a renda média de todas as fontes alcançou R$ 3.367 por mês em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa alta de 5,4% em relação a 2024, quando a média havia sido de R$ 3.195.

Apesar de integrar o Sudeste, região que aparece entre as maiores rendas médias do país, o Espírito Santo ficou abaixo da média brasileira e também atrás dos demais estados da região. São Paulo registrou renda média de R$ 4.106, Rio de Janeiro ficou com R$ 4.039 e Minas Gerais marcou R$ 3.270.

Entre as regiões, o Centro-Oeste teve a maior renda média em 2025, com R$ 4.052 por mês. Em seguida aparecem o Sul, com R$ 3.859, e o Sudeste, com R$ 3.855. Norte e Nordeste ficaram abaixo da média nacional, com R$ 2.572 e R$ 2.282, respectivamente.

Segundo o IBGE, o mercado de trabalho teve peso importante no avanço da renda no país. O rendimento médio de todos os trabalhos chegou ao recorde de R$ 3.560 por mês em 2025, alta de 5,7% na comparação com o ano anterior.

Além do trabalho, outras fontes também contribuíram para o resultado nacional. A renda média obtida com aluguel e arrendamento subiu 11,8%, chegando a R$ 2.526 por mês. Já aposentadorias e pensões avançaram 2,1%, alcançando média de R$ 2.697.

A pesquisa mostra ainda que 67,2% dos brasileiros tinham algum tipo de rendimento em 2025, o maior percentual da série histórica. A parcela da população com renda do trabalho chegou a 47,8%, enquanto 27,1% recebiam valores de outras fontes, como aposentadorias, pensões, programas sociais, aluguel, doações e rendimentos financeiros.

No ranking por unidade da federação, o Distrito Federal liderou com renda média mensal de R$ 6.492. Na outra ponta, o Maranhão registrou o menor valor, com R$ 2.043. O Espírito Santo aparece com R$ 3.320, próximo da média nacional, mas ainda abaixo do resultado geral do país.

Com informações de Rio de Janeiro, FolhaPress – Leonardo Vieceli

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