O Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o varejo, deve impulsionar novamente o comércio capixaba em 2026. A expectativa é de que a data movimente cerca de R$ 286,3 milhões na Grande Vitória, configurando o segundo melhor resultado desde 2008.
O desempenho representa um crescimento de 3,1% em relação ao ano passado, quando foram registrados R$ 277,6 milhões em vendas. Com isso, o setor mantém uma trajetória de expansão pelo terceiro ano consecutivo, reforçando a importância estratégica da data, considerada o “segundo Natal” do comércio.
As projeções são do Connect Fecomércio-ES, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio, André Spalenza, o cenário é positivo e reflete o fortalecimento da atividade varejista. “O aumento das vendas amplia a circulação de renda e reforça o dinamismo do setor no estado”, destacou.
Setores em destaque
A maior concentração de vendas deve ocorrer no segmento de vestuário e calçados, responsável por 45% do consumo, com previsão de movimentar R$ 129,7 milhões. Em seguida, aparecem farmácias e perfumarias, com R$ 64,9 milhões (22%), impulsionadas pela busca por itens de cuidados pessoais e presentes mais acessíveis.
Outros setores também devem registrar bom desempenho, como móveis e eletrodomésticos, com expectativa de R$ 33,6 milhões (12%), além de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, que devem somar R$ 29,8 milhões (10%).
Preços e comportamento do consumidor
Apesar do cenário favorável, a variação de preços segue desigual entre os segmentos. O vestuário apresenta queda, com deflação de -0,12% no mês e -1,23% no acumulado do ano na Grande Vitória, o que pode estimular as compras.
Por outro lado, itens essenciais continuam pressionando o orçamento das famílias. Alimentos e bebidas tiveram alta de 1,3% no mês e 2,47% no ano, enquanto artigos para residência subiram 0,75% no mês e 1,7% no acumulado.
“Esse cenário cria uma combinação de oportunidades e cautela. Há espaço para economizar em categorias como roupas e lazer, mas itens essenciais seguem mais caros, exigindo planejamento”, avaliou Spalenza.
Lazer mais acessível
Os serviços de recreação apresentaram queda de 1,28% no mês e de 0,47% no ano, o que pode tornar opções de lazer mais viáveis para celebrar a data. A alimentação fora de casa também registrou leve recuo, favorecendo comemorações em restaurantes.
Em contrapartida, os custos com transporte aumentaram 1,55% no mês, o que pode impactar parte dos consumidores.
Estratégia para o varejo
Para o comércio, o período representa uma combinação de oportunidade e desafio. A expectativa é de aumento no fluxo de consumidores, mas com maior atenção aos preços e busca por ofertas.
“Datas como o Dia das Mães continuam sendo fundamentais para sustentar o dinamismo do setor. A tendência é que os consumidores procurem opções mais acessíveis, sem abrir mão de presentear”, concluiu Spalenza.









