Vitória registra alta no custo da cesta básica em fevereiro, aponta pesquisa do Dieese

O custo da cesta básica apresentou aumento em Vitória no mês de fevereiro, de acordo com dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na capital capixaba, a variação foi de 1,79% no mês, colocando Vitória entre as cidades brasileiras que registraram elevação no valor médio dos alimentos essenciais. Ao todo, 14 capitais tiveram aumento, enquanto o Distrito Federal e outras 12 capitais apresentaram queda no período.

Entre as maiores altas do país estão Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%) e Aracaju (1,85%), além de Vitória. Já as maiores reduções foram observadas em Manaus (-2,94%), Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).

No acumulado de 2026, a tendência também é de aumento em grande parte do país. Vitória registra alta de 3,98% no período, figurando entre as capitais com maior elevação, ao lado de Rio de Janeiro (4,41%) e Aracaju (4,34%). Em contraste, apenas algumas cidades apresentaram queda, como Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%).

Pressão de preços

Entre os produtos que mais pressionaram o custo da cesta básica está o feijão, que teve aumento de preço em 26 unidades da federação. A exceção foi Boa Vista, onde o valor do quilo recuou 2,41%. A maior alta ocorreu em Campo Grande, com variação de 22,05%.

Segundo os pesquisadores do Dieese, o aumento está relacionado à oferta mais restrita do produto, provocada por dificuldades na colheita e pela redução da área plantada em comparação com o ano passado.

Outro item que apresentou elevação foi a carne bovina de primeira, cujo preço subiu em 20 capitais brasileiras. O movimento é atribuído à menor disponibilidade de animais prontos para abate e ao bom desempenho das exportações, que mantém a carne valorizada no mercado interno.

Cesta mais cara do país

No levantamento de fevereiro, a cesta básica mais cara do país foi registrada em São Paulo, com custo médio de R$ 852,87. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

Já nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

Com base no valor da cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro, valor 4,42 vezes maior que o mínimo vigente de R$ 1.621,00.

Se quiser, também posso deixar essa matéria ainda mais “local”, com um lead mais forte focado em Vitória e no impacto para o consumidor capixaba, no estilo que costuma sair em portais regionais.

*Com informações da Agência Brasil

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas