O Tesouro Nacional pagou R$ 257,73 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios brasileiros em janeiro de 2026. Apesar do volume milionário, o Espírito Santo não aparece na lista de entes que tiveram débitos cobertos pela União no período, o que indica uma situação fiscal mais equilibrada em relação a outros estados.
Os maiores valores pagos foram para o Rio Grande do Norte (R$ 84,32 milhões), Rio de Janeiro (R$ 82,34 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 70,55 milhões). Também houve repasses menores para o Amapá e municípios da Bahia e do Tocantins.
Esse tipo de pagamento ocorre quando estados ou municípios deixam de honrar empréstimos com garantia da União. Nesse caso, o Tesouro cobre a dívida e depois retém recursos federais destinados ao ente devedor até recuperar o valor, acrescido de juros e encargos.
Desde 2016, o governo federal já desembolsou R$ 86,78 bilhões para cobrir dívidas de governos regionais, mas recuperou apenas R$ 6,03 bilhões desse total, evidenciando o peso dessas operações sobre as contas públicas nacionais.
Situação capixaba é considerada estável
O fato de o Espírito Santo não figurar entre os estados com dívidas honradas pela União reforça o histórico recente de equilíbrio fiscal capixaba. Diferentemente de estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, que frequentemente recorrem à garantia federal, o governo capixaba tem mantido suas obrigações financeiras em dia.
Nacionalmente, o Tesouro também informou que, somente em 2025, foram pagos mais de R$ 11 bilhões em dívidas atrasadas de estados e municípios, concentradas principalmente em unidades federativas com maior desequilíbrio fiscal.
Na prática, quando um estado entra nessa lista, ele perde autonomia sobre parte dos recursos que receberia da União, já que esses valores passam a ser bloqueados para quitar a dívida.
Ficar fora desse ranking, portanto, é visto como um indicador positivo de saúde financeira, já que demonstra capacidade de pagamento e menor dependência de socorro federal.










