Imposto de Renda 2023: confira os erros mais comuns e saiba como evitá-los

A declaração do Imposto de Renda 2023 começa nesta quarta (15) e vai até o dia 31 de maio. É comum as pessoas terem dúvidas sobre como fazer o documento. Por tanto, é importante ficar atento para não cometer erros, evitar cair na malhar fina e, caso tenha direito, identificar as chances de receber logo a restituição.

De acordo com o conselheiro do Comitê de Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES), Marcel Lima, normalmente, muitas pessoas têm dúvidas sobre quem deve declarar o imposto de renda.

Por conta disso, é importante ficar atento aos casos obrigatórios para não ter problema com o leão, tais como: quem recebeu mais de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2022, obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos (exemplo: imóvel) sujeito à incidência de imposto no ano passado ou até mesmo os contribuintes que tiveram receita bruta superior a R$ 141.798,50 em atividade rural.

“É bom evitar erros comuns, como informar apenas parte dos rendimentos e preencher incorretamente informações relacionadas às despesas médicas ou valores de retenção na fonte”, destacou.

Qualquer inconsistência ou discrepância nos lançamentos é passível de enquadramento na malha fina e atraso no pagamento da restituição. Por isso, o conselheiro recomendada que o contribuinte procure um contador para auxiliá-lo durante o preenchimento.

Dicas para restituição e novidades para 2023

Imposto de Renda 2023: confira os erros mais comuns e saiba como evitá-los
Foto: divulgação

Entre as principais novidades na declaração 2023 estão a possibilidade de utilizar a declaração pré-preenchida com maior quantidade de dados disponíveis, recebimento de restituição via PIX e flexibilização sobre a obrigatoriedade da declaração para investidores em bolsa de valores.

Outro ponto importante é a restituição do IR, uma excelente oportunidade para quem precisa honrar alguns compromissos financeiros, como a quitar dívidas ou antecipar parcelas para reduzir o montante de juros a pagar.

“Para quem já está com as contas em dia, investir é sempre uma excelente opção, mas desde que feita sob orientação de um profissional certificado da área, levando em conta, principalmente, o perfil de risco da pessoa e a necessidade de liquidez (quando precisará resgatar o montante)”, frisou Lima.

O que declarar no IR?

O contribuinte precisa declarar tudo o que ganhou no ano que passou, seja salários, aposentadoria, rendimentos de aluguel ou investimentos.

Após reunir todos os gastos, é hora de juntar as despesas que se encaixam nas deduções do IR. Essas podem ser abatidas na declaração e, consequentemente, reduzir o valor dos impostos pagos .

Entre os gastos que o contribuinte pode deduzir do IR estão despesas médicas (sem limites), filhos ou pais (dependentes, no valor máximo de R$ 2.275,08 por dependente). educação (escola e faculdade, no valor máximo de R$ 3.561,50 por dependente), contribuição à previdência social (sem limites) e contribuição à previdência privada (que correspondam a até 12% da renda tributável).

É importante destacar que todos os valores que o contribuinte informar na declaração precisam ser exatamente iguais aos informados nos comprovantes de rendimentos e pagamentos.

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