Em um cenário de inflação, onde acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) superou a casa dos 11% em junho, segundo o IBGE, iniciativas como a implementação de geradores de energia solar se apresentam como uma solução para quem desejar reduzir os custos domésticos. O uso deste tipo de energia pode significar uma economia de até 90% nas contas de luz.
É o que aponta Rafael Castro, especialista em Energia e diretor de Expansão da Aruna Energia Solar, que destaca que a modalidade garante resultados importantes para a economia de empresas e também em imóveis residenciais.
“Esse resultado depende de alguns fatores como tamanho do imóvel e consumo de energia. Outros pontos positivos que podemos citar é o retorno do investimento em um curto período”, explica Rafael.
“Em uma propriedade rural de Linhares, por exemplo, alcançamos uma economia de mais de R$ 10 mil por mês na conta de energia elétrica após a implantação de uma usina de geração de energia solar. De janeiro até junho, o acumulado de economia ultrapassou a casa dos R$ 60 mil”, exemplifica.
Meio ambiente
O imóvel rural de Linhares, além da economia na conta de energia, também alcançou impacto ambiental positivo equivalente a mais de 270 unidades de árvores plantadas entre janeiro e junho deste ano. Rafael Castro explica que a medida em árvores representa a redução da emissão de CO2 na atmosfera com o uso de energia limpa.
“Para o cálculo de árvores plantadas consideramos o volume de emissão de CO2 evitado no mês com a geração de energia a partir do sistema fotovoltaico. Os benefícios vão além do aspecto financeiro, há um ganho também para o meio ambiente por meio da economia de recursos e redução da poluição”, explica Rafael.
Marco Legal da Geração Distribuída de Energia atualizado
Recentemente o Congresso Nacional derrubou dois vetos do presidente Jair Bolsonaro no Marco Legal da Geração Distribuída de Energia. Ambos estavam contidos no Projeto de Lei 5.829/2019, que instituiu o Marco Legal e deu origem à Lei 14.300/22. Rafael Castro, diretor de Expansão da Aruna Energia Solar, avalia que as medidas poderão favorecer e desburocratizar a criação de novos negócios no ramo de energias renováveis.
“Os artigos da lei favorecem a criação de novos negócios no ramo de energias renováveis. Um dos vetos que foram derrubados abre espaço para criação de empreendimento com debêntures incentivadas, facilitando o financiamento de projetos. O outro veto libera a divisão de grandes usinas em vários projetos menores, desde que instalados em lâmina d’água. Um incentivo para a criação de projetos fotovoltaicos em reservatórios de usinas hidroelétricas, por exemplo”, comenta.
Ainda sobre o Marco Legal da Geração Distribuída, vale lembrar que todos que receberem autorização para instalação de energia solar ainda em 2022, garantem o direito de não pagar taxas até 2045. Já quem fizer a partir de 2023, passará por um período de transição onde haverá cobrança pelo uso da rede de distribuição. O expert Rafael Castro aconselha a quem já se decidiu e têm condições de instalar energia solar, a fazê-lo ainda em 2022, para garantir os benefícios.
“Isso não significa que a energia solar será inviável a partir de 2023. Alguns estudos apontam o aumento do payback em alguns meses. E o aumento da conta de luz, fator principal que torna viável gerar a própria energia, ainda continuará assombrando os brasileiros, que pagam a segunda maior conta de energia do mundo”, destaca Rafael.










