As obras do Contorno de Fundão, na BR-101 Norte, começaram na quarta-feira (16), marcando o início de uma das principais intervenções previstas no contrato modernizado de concessão da rodovia no Espírito Santo. Com investimento de R$ 247 milhões, o projeto prevê a construção de um novo trecho de 7,2 quilômetros para desviar o tráfego de veículos da área urbana do município, ampliar a segurança viária e melhorar a fluidez na região.
Os trabalhos iniciais estão sendo executados pela Ecovias Capixaba e incluem a supressão vegetal e a limpeza da área onde será implantado o novo traçado. Na sequência, serão iniciadas as etapas de drenagem e terraplenagem. O início da obra ocorreu após a emissão da licença ambiental e o avanço no processo de liberação das áreas necessárias para a execução do empreendimento.
O contorno será implantado entre os quilômetros 222,9 e 231,9 da BR-101 e contará com um retorno em nível, dois dispositivos de retorno em desnível e nove Obras de Arte Especiais (OAEs), entre pontes e viadutos.
Segundo a concessionária, a execução da obra deverá gerar cerca de 1.700 empregos diretos e indiretos ao longo das diferentes fases de construção.
O Contorno de Fundão integra um conjunto de investimentos em andamento na BR-101 Norte. Também está em execução o Contorno de Ibiraçu, cujas obras tiveram início em junho deste ano. O empreendimento contará com 3,18 quilômetros de extensão, investimento estimado em R$ 125 milhões e previsão de geração de aproximadamente mil empregos.
Somados, os dois projetos representam investimentos de R$ 373 milhões na infraestrutura rodoviária do Espírito Santo e a expectativa de criação de cerca de 2.600 empregos diretos e indiretos. A previsão é que ambos os empreendimentos sejam concluídos até o fim de 2028.
As obras envolvem diferentes frentes de engenharia, incluindo serviços de terraplenagem, drenagem, pavimentação, geotecnia, paisagismo, iluminação, sinalização e implantação de dispositivos de segurança viária. O cronograma também contempla o remanejamento de redes de energia, a supressão vegetal e o tratamento de solos moles, condição geológica que exige técnicas específicas para garantir a estabilidade da infraestrutura.










