Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.
A opinião dos colunistas é de inteira responsabilidade de cada um deles e não reflete a posição de ES Hoje

Como ser otimista num cenário pessimista?

“O otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando”

Essa frase, atribuída ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, sempre me acompanhou. Afinal, otimismo vem do latim optimus, que significa “o melhor”, enquanto pessimismo deriva de pessimus, “o pior”.

Sempre procurei pautar minha vida pessoal e empresarial pelo otimismo. Confesso, entretanto, que algumas vezes deveria ter sido mais realista e menos otimista, antecipando dificuldades e me preparando melhor para cenários adversos.

O Brasil atravessa um momento de apreensão. Após as eleições presidenciais, presenciamos fortes quedas na Bolsa, valorização do dólar e preocupações com os rumos da economia. No varejo, observo lojistas adiando compras, empresários revendo investimentos e profissionais preocupados com o futuro.

Para quem empreende, a previsibilidade é fundamental. Podemos enfrentar cenários difíceis, desde que tenhamos condições de planejar. O grande desafio é tomar decisões estratégicas quando existem tantas incertezas.

Mas como ser otimista nessas circunstâncias?

Primeiro, precisamos compreender que otimismo não significa ingenuidade ou desconhecimento da realidade. O otimista responsável reconhece os riscos, controla despesas, preserva recursos e prepara alternativas, com estratégias de saída para o pior cenário. Não ignora a tempestade: procura ajustar as velas.

No mundo dos negócios, enquanto o pessimista costuma enxergar dificuldades em cada oportunidade, o empreendedor otimista procura encontrar oportunidades mesmo diante das dificuldades existentes.

Afinal, empreender significa assumir riscos, enfrentar obstáculos e, muitas vezes, realizar aquilo que outros consideravam impossível.

Entretanto, liderar pessoas num ambiente pessimista exige equilíbrio. Não basta transmitir mensagens positivas sem reconhecer os problemas. O verdadeiro líder precisa combinar realismo com esperança, despertando coragem e autoconfiança em sua equipe.

Duas qualidades tornam-se fundamentais: persistência, que é continuar tentando, e resiliência, que é encontrar forças para se levantar depois de uma queda.

Em momentos difíceis, costumo recordar os versos da Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias:

“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida. Viver é lutar”

A poesia nos lembra que enfrentar desafios faz parte da própria existência.

Como cristão, também encontro conforto na Bíblia, onde sempre existem mensagens de esperança, na qual Deus promete fortalecer e amparar aqueles que enfrentam o medo.

A fé não elimina os problemas, mas pode proporcionar serenidade e coragem para enfrentá-los.

Uma lição que aprendi ao longo de décadas empreendendo é evitar grandes decisões quando estamos dominados pelo pessimismo. O medo pode comprometer nossa capacidade de avaliar alternativas.

Antes de decidir, vale refletir: quanto custa fazer algo? E quanto custa não fazer?

A capacidade de adaptação também é essencial. Nem sempre podemos modificar o cenário econômico ou político, mas podemos rever estratégias, buscar novos mercados, inovar, encontrar maneiras diferentes de trabalhar ou mesmo recuar.

Não escrevo este artigo para negar as dificuldades do Brasil, muito menos para defender um otimismo irresponsável.

Escrevo porque acredito que o pessimismo não pode determinar nossas decisões nem destruir nossa esperança.

Precisamos de um otimismo inteligente, acompanhado de planejamento, prudência, determinação e capacidade de agir.

Que Deus nos conceda sabedoria para compreender a realidade, coragem para enfrentar as adversidades e autoconfiança para continuar nossa caminhada.

Afinal, ser otimista não é acreditar que tudo dará certo. É ter esperança e trabalhar para aumentar as possibilidades de que dê certo!

E você? Como está vendo o atual cenário?

Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

  1. Sabemos que o otimista, sofre menos que o pessimista.

    Sabemos também, “verás que teu filho, não foge à luta..:”

    Sabemos também, “Se acreditares, verás a Glória de Deus”

    Penso que: Não sabemos o que acontecerá na economia, mas podemos prever cenários…

    “Pessoas despreparadas tomam decisões descontroladas”… e as consequências podem ser devastadoras… em um passado não tão distante, essa expressão, ecoou aos meus ouvidos. Ouço novamente de forma silenciosa esse barulho aumentando os decibéis.

    Forte abraço !!!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas