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2 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 13 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE), representou o Brasil em eventos internacionais como dirigente empresarial. Avô de Davi e Elisa.
A opinião dos colunistas é de inteira responsabilidade de cada um deles e não reflete a posição de ES Hoje

Você se considera otimista ou pessimista?

As palavras otimista e pessimista têm origem no latim: optimus, que significa “o melhor”, e pessimus, “o pior”. Desde a origem das palavras já se percebe uma diferença profunda de atitude diante da vida. Na prática, o otimista é aquele que tende a enxergar o lado positivo das situações e espera, normalmente, resultados favoráveis. Já o pessimista costuma antecipar dificuldades, focando nos riscos e esperando desfechos negativos. São visões opostas sobre o futuro.

A pessoa otimista possui uma atitude mental mais positiva. Ela acredita mais nas pessoas, confia em si mesma e costuma enxergar desafios como oportunidades de crescimento. Estudos da psicologia positiva indicam que indivíduos otimistas apresentam maior resistência ao estresse, melhor saúde emocional e maior capacidade de recuperação após fracassos.

Essa postura otimista favorece a autoestima e reforça a autoconfiança. Contudo, é importante destacar que o otimismo exagerado, sem base na realidade, pode gerar decisões imprudentes, excesso de risco e frustrações profundas.

O pessimista, por outro lado, tende a ter uma visão mais cautelosa — muitas vezes excessivamente negativa. Sua atenção está voltada para falhas, ameaças e limitações. Em alguns casos, isso vem acompanhado de menor autoconfiança e autoestima reduzida. Para determinados filósofos pessimistas, a vida seria essencialmente sofrimento, não valendo a pena ser vivida plenamente.

O estadista britânico Winston Churchill sintetizou bem esse tema ao afirmar: “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.” É a conhecida metáfora do copo com água pela metade: para um, está meio cheio; para o outro, meio vazio.

No mundo dos negócios e do empreendedorismo, o otimismo costuma ser predominante. Empreendedores, em geral, acreditam em suas ideias, assumem riscos e confiam que seus projetos darão certo. Existe uma frase irônica atribuída a diferentes pensadores que resume bem esse contraste: “O otimista inventa o avião; o pessimista inventa o paraquedas.” Ambos são necessários.

Juscelino Kubitschek, ex-presidente da república, um otimista emblemático, decidiu construir Brasília no coração do país em tempo recorde. Costumava dizer: “O otimista pode até errar, mas o pessimista já começa errando.”

A Bíblia não fala explicitamente em otimismo, mas em esperança — uma confiança serena de que o futuro está nas mãos de Deus. No campo econômico, o otimismo impulsiona inovação, atrai investimentos, gera empregos e promove desenvolvimento regional.

Entretanto, o olhar mais pessimista é fundamental no planejamento: ajuda a identificar riscos, ameaças externas e fragilidades internas.

O verdadeiro sucesso, tanto na vida pessoal quanto profissional, nasce do equilíbrio. É preciso ser otimista para sonhar e agir, mas suficientemente pessimista para planejar, prevenir erros e proteger decisões. Afinal, excesso de otimismo ou de pessimismo cobra um preço alto — na saúde, nos negócios e na própria qualidade de vida.

Lucas Izoton
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Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 13 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE), representou o Brasil em eventos internacionais como dirigente empresarial. Avô de Davi e Elisa.

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