A viúva de Lito Sousa, Mila Seidl, apoiou a proposta para que o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, passe a levar o nome do influenciador, que morreu aos 59 anos em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurológica rara e degenerativa cujo diagnóstico foi divulgado pela família em agosto.
A mobilização começou entre fãs nas redes sociais e ganhou respaldo no Congresso com um projeto de lei apresentado pela deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG).
Mila compartilhou nos Stories do Instagram uma petição em apoio à homenagem e explicou a forte relação de Lito com o aeroporto. Segundo ela, o especialista em aviação trabalhou no local por quase três décadas e considerava o terminal uma espécie de segunda casa.
“Eu vejo com muito amor essa ideia. Muito amor. Porque o Aeroporto de Guarulhos tem uma representação na vida dele inexplicável”, começou.
A empresária também contou que o marido tinha um pedido relacionado aos dois principais aeroportos paulistas. Parte das cinzas de Lito seria deixada em Congonhas, onde ele iniciou a trajetória profissional, outra parte em Guarulhos e uma terceira em um local de significado especial para Mila e o filho do casal, Malone.
“Ele passou mais parte da vida dele lá no aeroporto do que em qualquer outro lugar. Porque casa a gente muda. Mas lá foi a casa dele por muito tempo e um lugar que ele amava de paixão”, disse.
De acordo com Mila, a paixão de Lito pelos aviões de grande porte também reforçava sua ligação com Guarulhos. Ela citou modelos como Boeing 777 e 787 e o Airbus A380 e afirmou que foi no aeroporto que ele começou a ter as ideias para criar o canal Aviões e Músicas, pelo qual se tornou conhecido ao explicar temas relacionados à aviação.
A proposta oficial foi apresentada por Duda Salabert na Câmara dos Deputados. O PL 5515/2026, protocolado em 2 de outubro, prevê substituir o nome oficial Aeroporto Internacional de Guarulhos – Governador André Franco Montoro por Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos – Lito Sousa.
Na justificativa, a deputada afirma que Lito “dedicou sua vida à aviação e a transmitir informações para combater o medo de voar”. O projeto ainda precisa passar pela tramitação no Congresso e, portanto, o nome do aeroporto não foi alterado.
Mila, por sua vez, ponderou que não sabe se a mudança é viável ou se a homenagem faria sentido para a população, mas decidiu apoiar a mobilização. “É uma coisa que faz sentido para os nossos corações aqui enquanto familiares que amam muito o Lito e sabiam o quanto ele tinha uma conexão lá.”
Por Leonardo Volpato










