Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo mira nesta segunda-feira (24) um grupo suspeito de roubar e receptar metais preciosos, principalmente alianças de ouro.
Ao todo, são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e outros quatro, de prisão. A ação é conduzida pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). A Justiça também bloqueou valores até R$ 34 milhões na conta dos investigados.
As diligências desta segunda são a segunda fase da operação Ouro Reverso, do ano passado, e conta com apoio de auditores fiscais da Fazenda estadual e de avaliadores da Caixa Econômica Federal.
Um dos alvos da polícia é o chamado “círculo de fogo”, empresas do centro de São Paulo que compravam as joias roubadas e derretiam o material.
O secretário Osvaldo Nico Gonçalves, titular da SSP (Secretaria de Segurança Pública), acompanhou o início da operação na madrugada desta segunda (24) e disse, por meio da assessoria de imprensa, que a investigação atinge o alto escalão da quadrilha.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, a segunda fase da operação tem, entre outros objetivos, a missão de coletar novas provas e interromper o fluxo do ouro roubado, além de mirar potenciais novos envolvidos.
A primeira fase da operação se deu em maio de 2025 e prendeu o que a SSP diz ser o maior negociador de ouro roubado. Ele integrava o esquema comandado por uma mulher conhecida como a “Mainha do Crime”, que dava suporte às quadrilhas.










