Seus voos poderão atrasar ou terão que ser remarcados entre 24 de setembro e 2 de outubro. Isso porque os trabalhadores da NAV Brasil, estatal responsável pelos serviços civis de navegação aérea no país, aprovaram a deflagração de greve com paralisações parciais programadas para os dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro. Os atos ocorrerão em dois turnos de uma hora cada, sendo o primeiro das 11h às 12h e o segundo entre as 15h e 16h.
A NAV Brasil reúne os profissionais que orientam pousos e decolagens, movimentação no espaço aéreo, previsões meteorológicas usadas por autoridades aeronáuticas e guiam os profissionais no espaço aéreo munindo-os de informações.
Portanto, a paralisação deles, ainda que com datas e horários pré-definidos, alterará as programações das companhias aéreas em cerca de 46 aeroportos no país, inclusive o Aeroporto Internacional de Vitória. A orientação é que os passageiros com voos marcados nos dias de paralisação acompanhem comunicados oficiais e chequem os sites das companhias.
Paralisação
O plano de greve foi aprovado pela categoria por falta de retorno sobre demandas de implantação de plano de cargos e salários e reajuste do plano de saúde. De acordo com Lucas Borba, membro do conselho de greve, há compromissos da estatal com os servidores desde 2023, cujo prazo de serem atendidos era maio do ano passado. “Sobre o plano de saúde, recentemente tivemos uma negociação com a empresa, mas ele não retificou a proposta. A NAV Brasil não está cumprindo compromissos firmados no cordo Coletivo de Trabalho 2023/2025”, explicou.
Por lei, a categoria deve avisar com pelo menos 72 horas de antecedência em caso de suspensão dos serviços, o que permite tempo de reorganização das operações.
O movimento é resultado de reivindicações trabalhistas, que incluem a implementação do novo Plano de Cargos e Salários (PCS), melhorias no benefício de assistência à saúde, correção da defasagem salarial pós-pandemia e a realização de concursos públicos, ausentes há 14 anos. “Também existem outros motivos, como as reduções de direitos e a defasagem salarial sofridas durante a pandemia e ainda não recuperadas”, informou comunicado do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na proteção ao voo (SNTPV).
O Sindicato também aponta sobrecarga de escalas e excesso de horas extras como fatores que pressionam a categoria e podem comprometer a segurança operacional.
“Sabemos que uma greve não agrada a ninguém, mas é o último recurso para manutenção da segurança da aviação brasileira. A categoria, já no limite de sua capacidade funcional, não dispõe de outra alternativa para fazer com que as promessas e os direitos sejam cumpridos de forma justa, permitindo que o trabalho continue sendo executado com segurança e excelência”, informou nota oficial.
Em nota a NAV Brasil disse que mantém diálogo com o sindicato e que a proposta de PCS já foi encaminhada à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). A estatal também informou que, desde março, foram realizadas 17 reuniões para tratar do novo Acordo Coletivo de Trabalho, incluindo a busca de soluções para o auxílio saúde. A empresa reforça que seguirá empenhada em garantir a continuidade e a segurança dos serviços, mesmo durante o período de paralisação.









