Agorafobia: medo de sentir medo atinge três vezes mais as mulheres

Suor excessivo, coração acelerado, tremor, dor no peito. São alguns dos sintomas de quem sofre algum tipo de transtorno de ansiedade. A psicóloga e psicanalista Cássia Rodrigues afirma que a primeira crise pode acontecer em uma situação corriqueira, num momento de tranquilidade, mas as crises subsequentes podem surgir novos sintomas. “As crises podem durar cerca de 5 a 20 minutos e raramente chegam a uma hora”.

Passar por túneis, pontes, enfrentar filas, ações do dia a dia pode ser um problema para quem sofre de agorafobia. Cássia Rodrigues, lembra que esse transtorno de ansiedade está associadas às crises de pânicos e pode se manifestar de forma específica como generalizada.

“É muito comum ocorrer medo de multidões como nos shoppings, restaurantes, teatros. Para receber o diagnóstico de fobia, o medo deve ser intensamente perturbador ou interferir muito nas atividades diárias. Geralmente os sintomas são amenizados quando há a companhia de alguém de confiança”.

Porém, quando o tratamento não é feito ou o transtorno não é corretamente diagnosticado, o paciente se torna ainda mais dependente da presença de outras pessoas. “A solidão de quem sofre com o problema se transforma na dor de toda família”, esclarece a psicóloga.

A prevalência desse transtorno em adultos atinge 5% mais as mulheres. Os sintomas aparecem quando o paciente tem por volta de 28 anos, embora possam ocorrer durante a infância e a adolescência. Boa parte do diagnóstico do agorafóbico se dá em consultas ao neurologista ou otorrinolaringologista. Cerca de 60% dos casos são apontados em consultórios cardiológicos.

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