A proximidade do período de chuvas voltou a acender o alerta vermelho em Guaçuí, na região do Caparaó capixaba. O motivo de apreensão para quem vive e trabalha na cidade vem de um trecho específico: as obras em andamento no perímetro urbano da BR-482. Intervenções na pista estão represando o escoamento das águas pluviais e ampliando drasticamente o risco de alagamentos em áreas residenciais e comerciais.
A apreensão dos moradores tem histórico recente. Em janeiro de 2025, o transbordamento do Rio Veado deixou um rastro de destruição na cidade, invadindo casas e destruindo estabelecimentos. Agora, a falha na drenagem da rodovia threatening repetir o cenário, com o agravante de colocar em cheque a principal artéria de mobilidade da região.
Uma eventual interrupção da BR-482 traz impactos em cadeia:
Abastecimento local: Riscos diretos ao fornecimento do comércio e circulação diária de moradores.
Escoamento agrícola: Prejuízos ao transporte de alimentos e da produção regional.
Segurança viária: Deterioração das condições de trafegabilidade em trecho de alto fluxo.
Cobrança por intervenção técnica
Diante do gargalo na infraestrutura e do temor da população, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Defesa Civil do Espírito Santo foram acionados para uma vistoria emergencial no trecho afetado.
Entre os pedidos formalizados aos órgãos competentes estão:
Reavaliação imediata da drenagem: Auditoria técnica nas obras da BR-482 para desobstrução das vias de escoamento de água.
Medidas mitigatórias de curto prazo: Ações emergenciais antes do pico das tempestades para evitar a invasão de água nas residências.
Plano definitivo de engenharia: Apresentação de projeto de longo prazo que garanta a segurança hídrica do perímetro urbano sem comprometer a pista.
A Prefeitura de Guaçuí também foi notificada para alinhar o suporte operacional local às diretrizes estaduais e federais. A meta é impedir que falhas de engenharia na rodovia transformem a chuva em mais um colapso financeiro e social para o município.










