O julgamento de Patrick Noé dos Santos Filgueira, acusado de matar a esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício, entrou no segundo dia na manhã desta quarta-feira (4), no Fórum Criminal de Vitória. Um perito foi ouvido antes do intervalo de uma hora para o almoço. A retomada da sessão está prevista para as 13h, com a oitiva de outras testemunhas.
O primeiro dia do júri, na terça-feira (3), terminou por volta das 20h. Cinco das 14 testemunhas previstas prestaram depoimento. O primeiro a ser ouvido foi o perito responsável pelo laudo do local onde a professora foi encontrada morta. À tarde, depuseram a mãe de Danielly e o diretor da escola onde ela dava aulas. Também foram ouvidos um familiar que esteve com o réu no imóvel e um perito médico.
Na abertura do julgamento, foram sorteados os sete integrantes do Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres. Das 25 testemunhas inicialmente indicadas, 11 foram dispensadas, seis pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e cinco pela defesa.
Patrick responde por homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. O julgamento segue a legislação vigente à época dos fatos, em 2017, quando o feminicídio era uma qualificadora do homicídio.
Relembre o caso
Danielly foi encontrada morta no apartamento onde morava, no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Segundo a denúncia do MPES, na noite de 29 de dezembro de 2017, o casal discutiu por ciúmes. A acusação afirma que Patrick monitorava as redes sociais da esposa por meio de um aplicativo de mensagens clonado.
De acordo com a denúncia, Patrick deixou o apartamento acompanhado de familiares, dizendo que precisava procurar atendimento médico por causa de dores após uma cirurgia. Mais tarde, voltou ao imóvel com um parente para buscar um notebook. Depois de sair com o equipamento, retornou sob a alegação de que havia esquecido outro objeto e ficou sozinho com Danielly.
Segundo a investigação, as imagens das câmeras de segurança indicaram que ninguém entrou ou saiu do apartamento até o dia seguinte, quando Patrick e o parente voltaram ao local e encontraram o corpo da professora. O acusado chegou a ser preso, mas foi solto posteriormente e passou a responder ao processo em liberdade.
Acusado de matar professora é julgado nesta terça em Vitória










