Finadas as eleições, estão abertas as apostas sobre quem vai comandar a Assembleia Legislativa no biênio 2027/2028. Como de costume, a presidência da Casa deve ficar nas mãos de alguém de confiança da próxima gestão do governo estadual.
O Republicanos, partido do governador eleito Lorenzo Pazolini, elegeu dois parlamentares: Pablo Muribeca e Davi Esmael. O primeiro não deve ser o escolhido, visto que tem pretensões de, novamente, disputar a Prefeitura da Serra. Para isso, precisa estar livre das responsabilidades de chefiar um Poder, além de enfrentar algumas restrições entre os colegas.
Davi Esmael, por sua vez, já presidiu a Câmara Municipal de Vitória no biênio 2021/2022. Ocorre que é complicado para um deputado estadual recém-eleito se cacifar para o comando do Legislativo, visto que há preferência por parlamentares com mais tempo de mandato.
Assim sendo, o bastão pode ficar com o PL, que elegeu a maior bancada da Casa, com seis deputados. Um dos nomes já comentados para a possível presidência é o de Delegado Danilo Bahiense (PL).

A caminho do terceiro mandato, Danilo é visto, dentro da bancada do PL, como um nome mais moderado e capaz de dialogar com os diferentes espectros da Assembleia. Há bastante tempo, faz as vezes de Marcelo Santos (União Brasil) na condução das sessões, quando o atual presidente precisa se ausentar. É uma possibilidade que ganha força nos bastidores.
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“Centrão” na disputa pela Assembleia
Contudo, será interessante observar o posicionamento do “centrão” capixaba, que também pode encontrar espaço nessa disputa. Nesse cenário, vale prestar atenção, por exemplo, nas movimentações de Vandinho Leite (MDB).
Vandinho tem posicionamento volátil e integrou, ao lado de Pazolini, um bloco de oposição na primeira metade da legislatura 2019-2022. Já tentou chegar à presidência da Assembleia em duas ocasiões e nunca escondeu essa vontade. Desta vez, foi o quinto mais votado, com 41.670 votos.
Ainda que esteja no mesmo partido do governador Ricardo Ferraço (MDB), isso não significa que haverá fidelidade canina. Até porque o próprio destino político de Ricardo permanece incerto.
Nessa corrida, a depender das conjunturas e dos acordos que forem construídos, também não se podem desprezar as possibilidades de Mazinho dos Anjos (MDB) e Dary Pagung (PSB) assumirem o comando do Legislativo.
Mas é fato: a disputa pela presidência da Assembleia já começou. E há outro detalhe que não deve ser esquecido. Marcelo Santos certamente terá participação nas articulações. Afinal, o atual presidente recebeu agradecimentos públicos de Lorenzo Pazolini pelo apoio no segundo turno das eleições.










