A proteção animal é uma responsabilidade de toda a sociedade, mas exige, sobretudo, compromisso permanente do poder público. O trabalho de protetores independentes, organizações e cidadãos é indispensável para salvar vidas, mas não pode substituir políticas públicas estruturadas, capazes de prevenir o abandono, combater os maus-tratos e garantir atendimento aos animais.
A causa animal vai muito além do cuidado individual. Envolve saúde pública, educação, meio ambiente e responsabilidade social. Por isso, desafios como o abandono, a reprodução descontrolada de cães e gatos e a violência contra os animais precisam ser enfrentados com planejamento, investimentos e ações contínuas.
Programas de castração, identificação animal, incentivo à adoção responsável, fiscalização e conscientização são fundamentais. Assim como a ampliação do acesso à saúde veterinária, especialmente para famílias que não têm condições de arcar com consultas, exames e cirurgias. Nesse contexto, os hospitais veterinários públicos representam uma importante alternativa para garantir atendimento e salvar vidas.
O combate aos maus-tratos também exige canais de denúncia acessíveis, fiscalização eficiente e aplicação da legislação. Mas nenhuma dessas medidas funciona de forma isolada. É preciso integrar ações, estabelecer prioridades e garantir recursos para que os resultados sejam duradouros.
O que não podemos aceitar é que a proteção animal seja tratada como prioridade apenas em época de eleição. A cada campanha, surgem promessas, projetos e compromissos que despertam esperança em quem dedica a vida a essa causa. Mas, passada a eleição, muitas dessas propostas acabam esquecidas ou não avançam.
Os animais não podem esperar pelo próximo calendário eleitoral. Suas necessidades são diárias, e as políticas públicas precisam acompanhar essa realidade, independentemente de quem esteja ocupando os cargos políticos.
A causa animal não pertence a um mandato, a um partido ou a um período eleitoral. Ela precisa estar acima de interesses políticos, porque estamos falando de vidas.
Ao longo da minha trajetória, fiz da proteção animal um compromisso pessoal e uma bandeira da minha atuação pública. É uma luta que começou muito antes da política e que continuará fazendo parte da minha vida.
Porque cuidar dos animais não pode ser uma promessa com prazo de validade. Precisa ser uma responsabilidade permanente, assumida com seriedade, respeito e, acima de tudo, amor à vida.









