Famílias e animais domésticos que vivem em áreas de risco de Vila Velha estão sendo recadastrados pela Defesa Civil. A ação começou em 10 de outubro, em Vila Garrido, e deve seguir nas próximas semanas pelos bairros Paul e São Torquato. O levantamento abrange setores de risco em 22 bairros do município.
O objetivo é atualizar as informações usadas no planejamento de resgate e acolhimento em situações de desastre. Nesta etapa, integrantes dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdec) participam das visitas com as equipes municipais.
Segundo o secretário de Proteção e Defesa Civil, coronel Marcelo D’Isep, os dados serão incluídos no Plano Municipal de Proteção e Defesa Civil, que prevê medidas de atendimento emergencial à população e aos animais.
No último levantamento completo, realizado em 2024, foram identificados 808 imóveis nos setores de risco. Desse total, 483 eram residências, com 1.553 moradores: 850 adultos, 346 crianças, 148 adolescentes e 189 idosos. Os outros 325 imóveis eram estabelecimentos comerciais ou estavam desocupados ou abandonados.
Antes da inclusão dos animais no levantamento, a Defesa Civil já havia recadastrado 154 famílias nos bairros Alvorada, Ataíde, Jaburuna, São Torquato, Glória, Ilha dos Ayres, Aribiri e Cavalieri.
Conforme o Plano Municipal de Redução de Risco, Vila Velha tem 71 setores de risco geológico distribuídos por 22 bairros. Três são classificados como de risco muito alto e 68 como de risco alto para movimentos de massa, como deslizamentos de terra.










