A BR-101 registrou 2.575 acidentes entre janeiro e setembro de 2026, deixando 86 mortos e 1.461 feridos no trecho administrado pela Ecovias Capixaba, que atravessa o Espírito Santo e parte do Sul da Bahia. Apesar dos números, houve uma redução de 15,1% nas ocorrências em comparação com o mesmo período de 2025.
Os dados foram divulgados pela concessionária no balanço mensal de segurança viária.
Nos primeiros nove meses do ano, foram contabilizados 76 acidentes com vítimas fatais, uma redução de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o número de mortes caiu 3,4%.
As colisões traseiras lideraram os registros, com 603 ocorrências, seguidas pelas colisões laterais (403), choques contra objetos fixos (296) e colisões transversais (274).
Entre os dez tipos de acidentes mais frequentes, nove apresentaram redução. A exceção foram as ocorrências envolvendo veículos em chamas, que aumentaram 52,6%, passando de 38 para 58 casos.
Motociclistas representam 39% das vítimas fatais
O levantamento aponta que motociclistas e passageiros de motocicletas responderam por 39% das mortes registradas na rodovia. A mesma proporção foi observada entre ocupantes de carros e caminhões. Pedestres e ciclistas representaram os outros 22%.
Os homens foram a maioria das vítimas fatais, correspondendo a 81% dos registros, enquanto as mulheres representaram 19%.
Outro dado chama a atenção para o uso do cinto de segurança. Entre as pessoas que morreram enquanto ocupavam carros ou caminhões, 29% não utilizavam o equipamento. Outros 65% estavam com o cinto, enquanto os demais casos não tiveram essa informação registrada.
Os atropelamentos de pedestres foram responsáveis por 18 mortes, seguidos pelas colisões frontais, com 17 vítimas fatais. As colisões laterais provocaram 13 mortes, enquanto as colisões transversais e traseiras deixaram oito mortos cada.
Sexta-feira concentra mais acidentes
A sexta-feira foi o dia da semana com o maior número de acidentes na BR-101, com 462 registros entre janeiro e setembro. Também foi o dia com mais ocorrências fatais, totalizando 16.
Em relação aos horários, a maior parte dos acidentes aconteceu durante a tarde, com 850 registros. Já as ocorrências com mortes foram mais frequentes à noite, período que concentrou 27 acidentes fatais.
Obras de duplicação avançam em diferentes trechos
Além dos acidentes, o levantamento da Ecovias Capixaba apresenta informações sobre o andamento das obras de duplicação da BR-101.
O trecho entre Iconha e Anchieta é o que apresenta o maior percentual de execução entre as obras listadas, com 74,1% dos serviços concluídos. Já a duplicação entre Serra e Fundão chegou a 57,12%.
Confira o andamento das intervenções:
Iconha a Anchieta: 74,1%
Serra a Fundão: 57,12%
Iconha a Rio Novo do Sul: 14,6%
Contorno de Ibiraçu: 12,3%
Ibiraçu a João Neiva: 8,89%
Contorno de Fundão: 7,5%
As intervenções fazem parte do contrato de concessão atualizado em agosto de 2025. Segundo a concessionária, as frentes de trabalho empregam 2.242 profissionais, entre trabalhadores diretos e indiretos.
Atendimentos mecânicos aumentam 14,5%
Entre janeiro e setembro, a concessionária contabilizou 39.512 ocorrências e realizou 55.580 atendimentos aos usuários da rodovia. Os números representam reduções de 18% e 19%, respectivamente, na comparação com 2025.
Entretanto, os atendimentos mecânicos aumentaram 14,5%, passando de 16.773 para 19.201. Já os atendimentos médicos somaram 4.082, uma queda de 6,4%.
As equipes de inspeção de tráfego também realizaram 21.684 atendimentos durante o período.
Em relação à conservação da rodovia, a concessionária informou ter recuperado 177,5 quilômetros de pavimento, revitalizado mais de 125 mil metros quadrados de sinalização horizontal e realizado reparos em 73,2 quilômetros de defensas metálicas.
O trecho administrado pela Ecovias Capixaba possui 478,7 quilômetros de extensão, passando por 24 municípios do Espírito Santo e um da Bahia.










