Blefaroplastia de Rita Guedes levanta debate sobre riscos

Rita Guedes passou por uma blefaroplastia, cirurgia plástica nas pálpebras, que não teve o resultado esperado, o procedimento deveria durar cerca de duas horas se estendeu por seis. Após a operação, vieram inchaço intenso, vermelhidão, dor no fundo dos olhos, visão turva e duplicada. O quadro levou a atriz a procurar atendimento oftalmológico e, posteriormente, a ficar internada por cinco dias.

O caso levantou o debate sobre os riscos desse tipo de procedimento. Segundo a oftalmologista Dra. Liliana Nóbrega, a cirurgia exige avaliação médica especializada porque a região protege os olhos.

A blefaroplastia é muito procurada para rejuvenescimento do rosto e para a retirada de excesso de pele ou de bolsas de gordura nas pálpebras. A região tem função importante na proteção dos olhos, e por isso o procedimento pede um profissional com conhecimento aprofundado da área.

Blefaroplastia de Rita Guedes levanta debate sobre riscos
Liliana Nóbrega é oftalmologista especialista em olho seco

De acordo com a Dra. Liliana Nóbrega, encarar as pálpebras apenas como pele em excesso pode prejudicar a saúde da visão. “A pálpebra não é apenas pele a ser cortada, mas uma estrutura nobre que protege o globo ocular, e qualquer descuido em sua dinâmica pode gerar danos severos e irreversíveis à visão”, afirmou.

A médica explicou que cirurgias feitas sem planejamento, ou sem exame prévio da superfície dos olhos, podem causar complicações como olho seco grave e retração palpebral. Nessa condição, as pálpebras não conseguem fechar por completo e a córnea, camada transparente na frente do olho, fica exposta de forma constante.

A oftalmologista destacou orientações que o paciente deve seguir antes da cirurgia, e afirmou que a segurança deve vir antes do interesse estético. O primeiro passo, segundo ela, é fazer uma avaliação oftalmológica completa, que verifique a qualidade da lágrima e descarte predisposição a doenças oculares.

“Nenhum procedimento nas pálpebras deve ser feito sem antes analisar como a lágrima e a superfície dos olhos do paciente estão funcionando, pois um olho seco pré-existente pode se tornar devastador no pós-operatório”, orientou a especialista.

A médica também recomendou escolher com critério um cirurgião que domine a anatomia da região dos olhos e manter expectativas realistas quanto ao tempo de recuperação. Ela indicou ainda atenção imediata a sinais de alerta, como dor desproporcional, vermelhidão prolongada e dificuldade para dormir com os olhos fechados.

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