Existe ainda nas ruas a sensação de que a campanha eleitoral, de fato, não começou com tudo, como demonstra bem a última pesquisa do Instituto Perfil, publicada por ES Hoje. Mas os balancetes financeiros dos candidatos ao Palácio Anchieta mostram que a disputa já está em andamento.
O ranking de quem já recebeu mais recursos é formado, em ordem de maior valor, por Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição; Helder Salomão (PT); e Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Na ponta, Ricardo já conta oficialmente com R$ 4.159.750,00, sendo que R$ 4 milhões vieram da Direção Nacional do MDB e outros R$ 100 mil do diretório estadual do partido. O restante veio de doações, principalmente de membros do governo.
O petista, por sua vez, tem R$ 2.134.656,74 provenientes da direção nacional da legenda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já o republicano recebeu R$ 1.070.738,26, sendo que R$ 1.053.938,26 vieram da direção nacional do partido.
Esses valores são importantes para dimensionar o fôlego e a capacidade que cada campanha terá para a produção de materiais, contratações e demais despesas, já mirando a passagem para um eventual segundo turno.
Claro que as despesas ainda não começaram a surgir com toda a força, mas é certo que esse início envolve transferências para alguns candidatos ao Legislativo, bem como o preparo de materiais, impulsionamento e pagamento dos advogados eleitorais, que vêm trabalhando bastante neste momento.
Mas chama a atenção o tamanho do caixa de Ricardo. Demonstra que o aporte é proporcional à dimensão da aposta feita para que ele continue no cargo mais importante do Espírito Santo.
Os valores de Helder também são compatíveis com a realidade estadual, mas vale lembrar que o foco da legenda é a garantia do triunfo de Lula e de bons resultados em estados-chave, que podem fazer a diferença na totalização dos votos para a Presidência.
Por ora, o aporte mais modesto, entre aqueles que figuram na parte de cima das pesquisas de intenção de voto, é o de Pazolini. E isso representa um desafio para um candidato que aparece próximo do emedebista nos levantamentos. Afinal, falta de dinheiro é limitador para diversas coisas na vida, inclusive numa disputa eleitoral.
Claro que a gestão dos recursos faz diferença. Há aqueles que conseguem fazer muito com menos condições, mas essa não é uma lógica geral. Nem sempre um azarão vai ser o vencedor, muito embora, mais uma vez, ela, a política, demonstre que tudo pode acontecer quando se envolvem argumentos, cenários favoráveis e vontade de mudança.










