A população brasileira chegou a 214,2 milhões de habitantes em 1º de julho de 2026, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país ganhou cerca de 791 mil moradores em um ano, mas mantém a tendência de desaceleração do crescimento populacional.
Na comparação com 2025, quando o Brasil tinha aproximadamente 213,4 milhões de habitantes, o aumento foi de 0,37%. No ano anterior, a variação havia sido um pouco maior, de 0,39%.
O ritmo atual está bem abaixo do registrado no início dos anos 2000, quando a população brasileira crescia mais de 1% ao ano. A redução do número de filhos e o envelhecimento da população estão entre os fatores que explicam a desaceleração.
As projeções nacionais para o período entre 2000 e 2070 já haviam sido atualizadas em 2024. A cada ano, porém, o IBGE detalha os dados com as estimativas de habitantes de todos os municípios.
Brasil tem 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes
O país possui 15 cidades com população superior a 1 milhão de pessoas, considerando Brasília na lista. Juntas, elas concentram 42,9 milhões de habitantes, o equivalente a 20% da população brasileira.
Guarulhos e Campinas, ambas em São Paulo, são as únicas cidades desse grupo que não são capitais estaduais.
As estimativas populacionais são usadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para calcular a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
População deve começar a diminuir em 2042
Segundo as projeções do IBGE, a população brasileira deverá continuar crescendo até atingir o pico de 220,43 milhões de habitantes em 2041.
A partir de 2042, o número de moradores deverá começar a cair. A redução tende a se intensificar nas décadas seguintes, levando o país a ter aproximadamente 199,2 milhões de habitantes em 2070.
O processo não ocorrerá ao mesmo tempo em todas as unidades da Federação. Alagoas e Rio Grande do Sul, por exemplo, devem registrar em 2026 o último ano de crescimento populacional antes do início de uma sequência de quedas a partir de 2027.
As estimativas anuais são diferentes do Censo Demográfico. Enquanto o Censo é realizado por meio de visitas e entrevistas nos domicílios, geralmente uma vez a cada dez anos, as estimativas são atualizadas anualmente com base nos dados censitários e em outras fontes.
Rio de Janeiro, FolhaPress – Leonardo Vieceli










