O setor de serviços não financeiros movimentou R$ 61,4 bilhões no Espírito Santo em 2024 e empregou 260,7 mil pessoas, segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 30.025 empresas estavam em atividade no Estado.
Os números mostram diferenças importantes dentro do próprio setor. Enquanto os transportes concentram a maior parcela do faturamento, os serviços profissionais, administrativos e complementares aparecem como os principais empregadores. Já as atividades de informação e comunicação se destacam pelos maiores salários.
Do total de R$ 61,4 bilhões em receita bruta, 39,8% vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. O segmento movimentou R$ 24,4 bilhões no ano. Na sequência aparecem os serviços profissionais, administrativos e complementares, responsáveis por 28,4% da receita, ou R$ 17,4 bilhões.
Os serviços prestados principalmente às famílias representaram 11,8% do faturamento, enquanto informação e comunicação responderam por 10,7%. Outras atividades de serviços ficaram com 5,4%, manutenção e reparação com 2% e atividades imobiliárias com 1,8%.
Serviços profissionais lideram empregos
Quando o critério é o número de trabalhadores, a configuração muda. Dos 260.730 ocupados nas empresas pesquisadas, 92.630 estavam nos serviços profissionais, administrativos e complementares, o equivalente a 35,5% do total.
Transportes, serviços auxiliares e correio aparecem em segundo lugar, com 25,9% das pessoas ocupadas, seguidos pelos serviços prestados principalmente às famílias, com 20,2%.
Dentro deste último grupo, alojamento e alimentação empregavam 40.315 pessoas, de um total de 52.605 trabalhadores. Atividades de ensino continuado reuniam 5.558 pessoas; atividades culturais, recreativas e esportivas, 3.616; e serviços pessoais, 3.116.
A distribuição das empresas também mostra a força dos serviços profissionais, administrativos e complementares. O segmento reunia 11.639 estabelecimentos, ou 38,8% das cerca de 30 mil empresas pesquisadas. Serviços prestados principalmente às famílias aparecem depois, com 21,3%.
Tecnologia tem os maiores salários
A PAS também revela uma diferença expressiva de remuneração entre as atividades. Considerando todo o setor de serviços não financeiros, o salário médio mensal no Espírito Santo foi equivalente a dois salários mínimos em 2024. Ao todo, as empresas desembolsaram R$ 9,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Os serviços de informação e comunicação lideraram o ranking salarial, com média de 3,3 salários mínimos por mês. O segmento empregava 17.621 pessoas em 2.084 empresas.
Transportes, serviços auxiliares e correio e outras atividades de serviços aparecem na sequência, ambos com média de 2,4 salários mínimos. Manutenção e reparação registrou 2,1; serviços profissionais, administrativos e complementares, 1,9.
Na outra ponta estão os serviços prestados principalmente às famílias, com média de 1,2 salário mínimo, e as atividades imobiliárias, com 1,1 salário mínimo, o menor valor entre os sete grandes segmentos analisados pelo IBGE.
ES responde por 2,5% da receita do Sudeste
Na comparação regional, o Espírito Santo respondeu por 2,5% da receita bruta de prestação de serviços do Sudeste em 2024.
São Paulo concentrou 68,3% do faturamento regional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15,8%, e Minas Gerais, com 13,4%.
Realizada pelo IBGE desde 1998, a Pesquisa Anual de Serviços acompanha as características das empresas de serviços não financeiros e reúne informações sobre receita, emprego, remuneração e estrutura das diferentes atividades do setor.










