Duas mulheres, identificadas como Allanis Mel, de 19 anos; e Angela Vitoria, de 24 anos, foram presas em Goiânia, suspeitas de participarem de um esquema que anunciava vagas falsas para obter dados pessoais e a biometria facial de candidatos. Em um dos casos, uma vítima da Serra teve uma BMW financiada em seu nome e ficou com uma dívida de R$ 247 mil.
As prisões ocorreram entre sexta-feira (21) e sábado (22), durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar de Goiás. A investigação começou no Espírito Santo, após registros de fraudes eletrônicas na Grande Vitória.
Segundo a Polícia Civil, o grupo publicava anúncios patrocinados nas redes sociais com falsas oportunidades de trabalho, principalmente para motoristas e entregadores.
As vítimas eram encaminhadas a escritórios usados como fachada. Durante um suposto cadastro para admissão ou procedimento de segurança, as investigadas fotografavam o rosto dos candidatos com um celular para obter a biometria facial.
Os dados pessoais e as imagens eram utilizados posteriormente para contratar financiamentos de veículos de alto valor em nome das vítimas e sem o conhecimento delas.
Até o momento, cinco pessoas foram identificadas como vítimas do esquema, sendo três no Espírito Santo e duas em Goiás. A polícia acredita que outras pessoas possam ter sido enganadas.
As informações levantadas pela Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), no Espírito Santo, foram compartilhadas com as forças de segurança de Goiás e contribuíram para localizar as suspeitas.
As duas mulheres são investigadas por integrar uma associação criminosa com atuação em mais de um estado. As apurações continuam para identificar outros integrantes e localizar novas vítimas.

Polícia alerta para pedidos de biometria
A Polícia Civil orienta que candidatos desconfiem de processos seletivos que solicitem selfies, fotografias do rosto ou outros dados biométricos fora dos canais oficiais das empresas, especialmente quando as imagens são registradas em celulares de terceiros.
Quem suspeitar de fraude semelhante deve registrar uma ocorrência na Delegacia Online ou procurar a unidade policial mais próxima.










