A Serra, maior colégio eleitoral do Espírito Santo, com 361.293 eleitores aptos a votar na disputa deste ano, é o principal laboratório para que políticos possam compreender a dinâmica do Estado e, ainda, vencer o pleito.
Ao longo da pré-campanha e, agora, neste início de campanha, o município tem sido intensamente cortejado pelos postulantes aos cargos eletivos, especialmente aqueles que vão para a batalha das disputas majoritárias.
A dinâmica do município é importantíssima e reflete a realidade de boa parte das cidades do Estado. Tradicionalmente, a Serra é marcada por uma eleição passional. Logo, o candidato precisa ter calor e conexão com o público. Não é apenas questão de técnica, mas, sim, de um convencimento que vai além de promessas. Quem aprende isso pode replicar seus aprendizados nos demais municípios durante a campanha.
A particularidade da escolaridade é outro fator que coloca o município em evidência. Como citado anteriormente, são 361.293 cidadãos aptos ao voto. Desse total, 322.364, equivalentes a 89,23% do eleitorado, possuem escolaridade entre analfabeto e ensino médio completo. Isso quer dizer que, nessa fatia, boa parte das pessoas depende dos serviços públicos para necessidades como educação e saúde, o que demanda atenção por completo do Estado e políticas públicas eficientes.
A faixa etária da Serra também revela um eleitorado bastante jovem. Para se ter uma ideia, 41,2% dos eleitores do município têm menos de 40 anos, o equivalente a 151.689 pessoas. São cidadãos que anseiam por educação, oportunidades de trabalho e, ainda, pela construção de uma família. E, para que esses sonhos possam dar certo, é preciso que o Estado ampare essa população com ações capazes de atrair investidores e construir ambientes sólidos para que a economia prospere.
Por isso, no meio político, é dito que “a Serra não é para amadores”. O caldeirão eleitoral, com suas muitas particularidades, é laboratório fundamental para que as campanhas consigam identificar gargalos, necessidades, oportunidades e fraquezas. Entender a Serra é conseguir compreender boa parte do Espírito Santo.
Onde os votos estão espalhados
Conforme demonstram o mapa e a tabela, Jacaraípe e Feu Rosa têm os maiores colégios eleitorais e estão lado a lado, o que confere relevância aos cabos eleitorais e às lideranças da região. Contudo, a matemática serrana exige bater muita perna por toda a cidade.
Isso porque não se podem deixar de lado as áreas ao redor da Serra-Sede. Também há importantes bolsões nos arredores do conglomerado de Carapina, sem contar as regiões litorâneas e aquelas que estão mais ao sul, próximas da Capital.
Assim sendo, a disputa envolve engenharia, captação de lideranças e vontade de andar por todos os cantos. O território da Serra, querendo ou não, emula um percurso digno de uma andança por todo o Estado em busca dos votos.










