A dificuldade para dirigir à noite, a necessidade de aumentar a luz para ler e as trocas frequentes de óculos sem melhora da visão podem ser sinais de catarata, doença que costuma evoluir de forma silenciosa. No Agosto Cinza, mês de conscientização sobre a catarata, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar perda visual significativa e preservar a independência dos pacientes.
Segundo dados da Fiocruz, cerca de 14 milhões de brasileiros convivem com a catarata, principal causa de cegueira reversível no país. A incidência aumenta com a idade, atingindo uma parcela significativa da população acima dos 50 anos.
Para o oftalmologista Bruno Valbon, o maior desafio é o atraso na procura por avaliação médica. “Muitas pessoas acreditam que a visão embaçada faz parte do envelhecimento e acabam se adaptando às limitações. A catarata geralmente não causa dor e pode avançar lentamente, comprometendo atividades simples do dia a dia, como ler, dirigir e caminhar com segurança”
Além da visão turva, os sintomas mais comuns incluem sensibilidade à luz, halos ao redor das lâmpadas e alteração na percepção das cores. O especialista destaca que o impacto da doença vai além da visão, aumentando o risco de quedas, perda de autonomia e isolamento social em idosos.
O tratamento é cirúrgico e apresenta alta taxa de recuperação visual. “Hoje não é necessário esperar a catarata ‘amadurecer’. O momento ideal da cirurgia é quando a doença começa a interferir na qualidade de vida do paciente”, explica Bruno Valbon.
A recomendação é realizar consultas oftalmológicas periódicas, mesmo sem sintomas aparentes. “O diagnóstico precoce é a melhor forma de preservar a visão e manter a independência do paciente”, conclui o oftalmologista.










