O setor de serviços perdeu ritmo no Espírito Santo em junho. O volume de atividades recuou 2,2% na comparação com maio, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da redução na quantidade de serviços prestados, o faturamento do setor apresenta comportamento diferente. A receita nominal caiu 1,5% na passagem de maio para junho, mas permanece bem acima do registrado no ano passado: na comparação com junho de 2025, cresceu 8,3%.
O resultado mostra um cenário em que a movimentação do setor capixaba perdeu força, enquanto os valores movimentados pelas empresas continuam em expansão. Em relação a junho do ano passado, o volume de serviços no Espírito Santo caiu 1,4%.
No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, o volume está exatamente no mesmo nível do período equivalente de 2025, com variação de 0,0%. A receita nominal, por outro lado, avançou 6,7%.
Receita avança mais que o volume
A diferença também aparece quando considerado um período mais longo. Nos 12 meses encerrados em junho, o volume de serviços no Espírito Santo apresenta crescimento de 1,2%, enquanto a receita nominal acumula alta de 6,7%.
Os números indicam que o crescimento dos valores recebidos pelas empresas não tem sido acompanhado, na mesma intensidade, por aumento do volume efetivamente prestado. A receita nominal, vale destacar, considera os valores correntes e, portanto, não desconta os efeitos da inflação.
A PMS acompanha a evolução conjuntural do setor empresarial não financeiro de serviços e abrange atividades como transportes, tecnologia da informação e comunicação, serviços profissionais e administrativos e aqueles prestados às famílias, entre outros segmentos.
Brasil fica estável
No cenário nacional, o setor apresentou desempenho melhor que o capixaba na passagem de maio para junho. O volume de serviços no Brasil ficou estável, com variação de 0,0%, interrompendo uma sequência de resultados positivos observada nos meses anteriores.
Com o desempenho de junho, o setor de serviços brasileiro permanece em patamar elevado. A pesquisa do IBGE permite acompanhar tanto a evolução do volume das atividades quanto da receita nominal, possibilitando observar as diferenças entre a movimentação efetiva do setor e seu faturamento.
No Espírito Santo, os resultados de junho reforçam justamente essa distância: enquanto o volume ainda encontra dificuldades para avançar em 2026, a receita mantém crescimento expressivo. Nos primeiros seis meses do ano, o faturamento nominal aumentou 6,7%, mesmo sem qualquer crescimento acumulado no volume de serviços.










