ES já tem 11 óbitos por febre maculosa neste ano; morte de adolescente é investigada

O Espírito Santo já confirmou 11 mortes por febre maculosa em 2026. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até esta terça-feira (28), foram registrados 18 casos da doença e os óbitos ocorreram em nove municípios capixabas.

As mortes foram contabilizadas em Baixo Guandu (2), Colatina (2), Boa Esperança (1), Mimoso do Sul (1), Cachoeiro de Itapemirim (1), Água Doce do Norte (1), Castelo (1), Iconha (1) e Pinheiros (1).

Além dos casos já confirmados, uma nova morte está sendo investigada. Em Mimoso do Sul, uma adolescente de 12 anos morreu na última segunda-feira (27) após apresentar febre, fortes dores abdominais e vômitos.

A causa da morte ainda não foi definida e está sendo apurada pela Secretaria Municipal de Saúde. A investigação considera tanto a possibilidade de febre maculosa quanto de leptospirose. Inicialmente, havia suspeita de dengue, mas os exames deram resultado negativo.

A Sesa informou que todas as mortes suspeitas por febre maculosa passam por investigação epidemiológica e que a conclusão desses casos pode levar entre 60 e 90 dias.

Caso de jovem em Iconha confirmou doença

No início deste mês, a morte da jovem Alana Grassi, de 28 anos, moradora de Iconha, também chamou atenção. Ela morreu no dia 10 de julho após uma rápida evolução do quadro clínico.

A suspeita inicial era de dengue hemorrágica, mas exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) confirmaram a presença da bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da forma mais grave da febre maculosa.

O diagnóstico foi feito por exame de PCR. Antes de morrer, Alana procurou atendimento médico duas vezes em Iconha, chegou a ser internada e depois foi transferida para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, onde não resistiu. O caso gerou grande comoção entre familiares e amigos nas redes sociais.

Doença pode ser confundida com dengue

A febre maculosa é uma infecção transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria. Nos primeiros dias, os sintomas costumam ser semelhantes aos de doenças como dengue e gripe, o que pode dificultar o diagnóstico.

Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. Entre o segundo e o sexto dia da doença, podem surgir manchas avermelhadas na pele, principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Como a doença pode evoluir rapidamente para formas graves, a orientação é procurar atendimento médico assim que surgirem os sintomas e informar ao profissional de saúde caso tenha havido contato recente com carrapatos ou passagem por áreas de mata, rios ou locais com vegetação.

Como retirar o carrapato

Se um carrapato estiver preso à pele, a recomendação é removê-lo com uma pinça, puxando cuidadosamente, sem apertar ou esmagar o animal. Depois, a região deve ser higienizada com água e sabão ou álcool.

Especialistas também orientam que as roupas usadas em áreas de mata sejam colocadas em água fervente, para eliminar possíveis carrapatos que tenham permanecido presos ao tecido. Retirar o carrapato o mais rápido possível ajuda a reduzir o risco de transmissão da bactéria.

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