Richard Cardoso de Paula, de 28 anos, conhecido como “Menor da Rosental”, preso na manhã desta quinta-feira (23) durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES), é considerado um velho conhecido das forças de segurança. Com diversas passagens pela Justiça, ele acumula um longo histórico de envolvimento com o crime.
De acordo com o major Schenerocke, comandante da Companhia Independente de Operações Especiais da Polícia Militar, Richard é apontado como um dos gerentes do tráfico de drogas no bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha. Segundo o oficial, ele seria responsável pela atuação da facção na Rua Rosental — origem do apelido — coordenando a distribuição de drogas, o recolhimento do dinheiro das vendas e a divisão de funções entre os integrantes do grupo, em uma estrutura organizada, semelhante à de uma empresa.
Ainda segundo a polícia, Richard começou a ser investigado ainda na adolescência. Desde menor de idade, já acumulava registros por envolvimento com homicídio e tráfico de drogas.
O jovem foi surpreendido pela polícia nesta quinta-feira (23) enquanto dormia em casa. Junto com ele foram apreendidos cerca de R$ 21 mil em dinheiro, materiais utilizados na preparação de entorpecentes e outros itens que serão analisados para dar continuidade às investigações.
A operação contou com apoio da Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) da Polícia Militar e da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES). Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vila Velha.
Investigação começou após flagrante
Segundo a FICCO, a investigação teve início após uma prisão em flagrante realizada em junho deste ano, quando equipes da CIOE surpreenderam três suspeitos preparando drogas para comercialização.
Na ocasião, foram apreendidos aproximadamente 1,1 quilo de cocaína já fracionada em pinos, cerca de 1,5 quilo da mistura utilizada no preparo da droga, além de equipamentos usados na fabricação dos entorpecentes e aparelhos celulares.
O avanço das investigações apontou que Richard seria o responsável por comandar a organização criminosa.
De acordo com a FICCO, os materiais apreendidos durante a operação passarão por perícia e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações sobre a atuação do grupo criminoso.










