O número de acidentes na BR-101 que corta o Espírito Santo e a Bahia caiu 15,8% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Também houve redução no número de mortes e de pessoas feridas na rodovia, segundo dados divulgados pela Ecovias Capixaba.
Entre janeiro e junho deste ano foram registrados 1.678 acidentes, contra 1.994 nos seis primeiros meses de 2025. O total de feridos diminuiu de 1.178 para 961, queda de 18,4%, enquanto as mortes passaram de 63 para 57 vítimas, redução de 9,1%. A maioria dos óbitos (82%) foi de homens.
A colisão traseira continuou sendo o tipo de acidente mais frequente na rodovia, mas também apresentou queda. Foram 384 registros neste ano, ante 489 no mesmo período de 2025, uma redução de 21,5%. No levantamento, oito das dez ocorrências mais comuns registraram diminuição em relação ao ano anterior.
Apesar da melhora nos indicadores gerais, os atropelamentos e as colisões frontais seguem como os acidentes que mais provocam mortes. Cada uma dessas ocorrências resultou em 11 vítimas fatais no semestre. Em seguida aparecem as colisões laterais e traseiras, com sete mortes cada, além de choques contra objetos fixos, colisões transversais e quedas de motocicleta.
Os motociclistas continuam entre os grupos mais vulneráveis. Eles responderam por 44% das mortes registradas no período. Ocupantes de carros e caminhões representaram 37% das vítimas fatais, enquanto pedestres e ciclistas somaram 19%. O levantamento também aponta que, entre as pessoas que morreram em veículos, 26% não utilizavam o cinto de segurança.
Ao longo dos seis primeiros meses do ano, a concessionária realizou 37.744 atendimentos aos usuários da BR-101. Desse total, 15.622 foram inspeções de tráfego, 13.505 atendimentos mecânicos e 2.698 ocorrências médicas.
As obras de duplicação também avançaram em diferentes trechos da rodovia. O segmento entre Serra e Fundão foi o que apresentou maior evolução, com 36% de execução. Na sequência aparecem o trecho entre Iconha e Anchieta (26%), Rio Novo do Sul, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim e Atílio Vivácqua (6,7%), Ibiraçu e João Neiva (6,4%) e o trecho entre Iconha e Rio Novo do Sul (4,7%).
Na área de conservação, foram revitalizados cerca de 481 quilômetros de sinalização horizontal, recuperadas ou instaladas 5.829 placas de trânsito e executadas melhorias em mais de 80 quilômetros de pavimento. Também foram reparados quase 31 quilômetros de defensas metálicas, e aproximadamente 40 mil pneus inservíveis foram reutilizados na produção de asfalto.










