A campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos de 2026 começa neste mês de julho nos municípios do Espírito Santo. A imunização será realizada até outubro, com o Dia D de mobilização previsto para o dia 17 de outubro. A ação tem como principal objetivo interromper a circulação do vírus da raiva no ambiente urbano e proteger tanto os animais quanto a população.
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é que os municípios iniciem a vacinação pelas áreas rurais e localidades mais afastadas dos centros urbanos. Em seguida, a campanha deve avançar para os bairros mais populosos, formando um cinturão de proteção sanitária contra a doença.
Nos últimos três anos, mais de 1,7 milhão de cães e gatos foram imunizados durante as campanhas realizadas no Espírito Santo. Em 2023, foram vacinados 582.206 animais. Já em 2024, o número chegou a 558.361, enquanto em 2025 foram imunizados 560.538 animais, sendo 449.307 cães e 111.231 gatos.
A meta estabelecida é que os municípios alcancem uma cobertura vacinal mínima de 80% da população canina, índice considerado essencial para reduzir o risco de transmissão da raiva.
Casos humanos seguem controlados
Segundo a Sesa, a situação epidemiológica da raiva no Espírito Santo permanece sob monitoramento permanente. Desde que o Estado passou a alcançar níveis adequados de vacinação, houve uma redução significativa dos casos da doença em humanos.
O último caso de raiva humana transmitida por cães foi registrado em 2001. Já o último caso relacionado à transmissão por morcegos ocorreu em 2003. Entre os felinos, o registro mais recente da doença foi em 2011.
Apesar do cenário favorável, o vírus da raiva continua circulando entre animais silvestres, especialmente morcegos, além de herbívoros, o que reforça a importância da vacinação anual de cães e gatos.
Quem deve ser vacinado
A campanha é destinada a cães e gatos com três meses de idade ou mais. Animais vacinados pela primeira vez devem receber uma dose de reforço após 30 dias, conforme orientação técnica, e depois manter a vacinação anual para garantir a proteção.
Cada município será responsável por definir os locais, datas e horários da vacinação. Essas informações serão divulgadas pelas secretarias municipais de Saúde, e a população deve acompanhar os canais oficiais de sua cidade para saber quando e onde levar os animais para receber a vacina.










