Vontade de ir ao banheiro e incontinência urinária aumentam no inverno; entenda

O aumento da vontade de ir ao banheiro e a maior frequência de incontinência urinária durante as baixas temperaturas não são apenas uma impressão. Existe uma explicação física e biológica para o fenômeno que afeta o sistema urinário no inverno. Nos dias frios, o corpo humano realiza a vasoconstrição — contração dos vasos sanguíneos — para preservar o calor interno, o que eleva a pressão central e faz com que os rins trabalhem mais na filtragem de fluidos. Além disso, as temperaturas baixas estimulam contrações repentinas no músculo detrusor (o músculo da bexiga), gerando picos de urgência miccional que podem resultar em escapes involuntários de urina.

Climatério e menopausa agravam os sintomas de incontinência urinária

Essa condição clínica gera um impacto ainda mais severo em mulheres que atravessam o climatério — o período de transição que antecede a menopausa. De acordo com a ginecologista Alessandra Clarizia, a queda acentuada na produção de hormônios como o estrogênio durante essa fase provoca o enfraquecimento natural do assoalho pélvico.

“No inverno, a bexiga se contrai com muito mais sensibilidade. Se os músculos que dão sustentação já estão mais frágeis por causa dos hormônios, qualquer espirro, risada ou caminhada no frio vira um gatilho para os escapes, gerando um desconforto enorme”, explica a médica ginecologista.

Fisioterapia pélvica e novas tecnologias ajudam a fortalecer o assoalho pélvico

Para conter a perda involuntária de urina na maturidade, o protocolo clínico atual combina a fisioterapia pélvica avançada com recursos da ginecologia regenerativa. Diferente das abordagens cirúrgicas tradicionais, o tratamento é focado na reabilitação muscular e funcional da região íntima.

Os procedimentos atuam diretamente na raiz do problema por meio de exercícios e técnicas que devolvem a força, a capacidade de relaxamento e a coordenação da musculatura profunda do assoalho pélvico. O uso de tecnologias modernas complementa a terapia ao estimular a produção de colágeno local e melhorar a microcirculação sanguínea na região pélvica, sem necessidade de processos invasivos ou internação.

Impacto na qualidade de vida e o isolamento social na maturidade

Os escapes constantes de urina costumam provocar o isolamento social e afetar diretamente a saúde mental e o bem-estar feminino, fazendo com que muitas mulheres evitem atividades fora de casa durante o inverno. A ginecologista Alessandra Clarizia reforça que a condição tem tratamento e não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento.

“Não dá para aceitar viver com medo de tossir, de dar uma risada, ou não conseguir chegar até o banheiro. O tratamento devolve a liberdade e a segurança que a mulher precisa para aproveitar qualquer estação do ano, resgatando a autoestima e a qualidade de vida na maturidade”, conclui a especialista.

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