O número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Espírito Santo permanece em patamares elevados e exige atenção dos capixabas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9) no novo boletim InfoGripe da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 26 (28 de junho a 4 de julho). Embora o cenário nacional comece a registrar uma tendência de queda após cinco meses seguidos de alta, o território capixaba está classificado no grupo de estados com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, acendendo o sinal de alerta para a circulação de vírus respiratórios na Grande Vitória e no interior.
Influenza e VSR mantêm níveis de alerta no Espírito Santo
De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, o comportamento dos vírus respiratórios no estado ainda demanda forte vigilância. O Espírito Santo registra um volume alto de casos graves provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — que atinge principalmente crianças de até 4 anos —, apesar de o indicador geral apontar para o início de uma estabilização ou tendência de queda.
No cenário epidemiológico geral, os dados laboratoriais mostram que a influenza A e a influenza B têm sido as causas principais de hospitalização por quadros respiratórios graves entre jovens, adultos e idosos. Nas últimas quatro semanas analisadas em todo o país, o VSR respondeu por 55,9% dos exames positivos para vírus, seguido pelo rinovírus (23,3%), influenza A (12,7%), influenza B (8,4%) e Covid-19 (2,2%).
Orientações médicas e prevenção contra gripe e resfriado
Diante do volume expressivo de pacientes que continuam dando entrada nos hospitais e unidades de saúde com complicações respiratórias, autoridades reforçam a necessidade de manter as medidas de prevenção contra gripe e resfriado no dia a dia.
Recomendações essenciais: Especialistas orientam lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar e manter o isolamento imediato em caso de sintomas gripais. Se o isolamento não for possível, o uso de máscaras é fundamental para evitar a transmissão.
Para as pessoas que integram os grupos de risco — como idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades —, a principal barreira de proteção continua sendo manter a vacinação em dia. O boletim aponta que a mortalidade por SRAG no país segue concentrada na população com 65 anos ou mais, tendo o vírus da influenza A como o maior causador de óbitos nessa faixa etária. Em todo o ano de 2026, o Brasil já notificou 109.347 casos de SRAG.










