A queda temporária no valor do Tesouro IPCA 2032 tem gerado dúvidas entre investidores que acompanham diariamente seus rendimentos no Tesouro Direto. O movimento está relacionado à chamada marcação a mercado, mecanismo que faz o preço dos títulos variar conforme as expectativas do mercado para a taxa de juros.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, o especialista em investimentos Ícaro Cruz explicou que, apesar das oscilações no curto prazo, quem mantém o título até o vencimento recebe a rentabilidade contratada no momento da aplicação.
“Se você leva até o vencimento, já tem uma taxa pré-contratada que você já conhece no momento da contratação. Mas se você resolve vender antecipadamente, pode acabar sofrendo oscilação de acordo com as condições do mercado”, explicou.
O Tesouro IPCA 2032 é um título público que combina a variação da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, com uma taxa de juros definida no momento da compra. Por isso, mudanças nas expectativas para os juros futuros podem provocar valorização ou desvalorização temporária do investimento.
Segundo o especialista, o investimento pode ser uma alternativa para quem tem objetivos de longo prazo e consegue lidar com as oscilações, mas é importante evitar concentrar todos os recursos em apenas um tipo de aplicação.
“Para o investidor de longo prazo, que não quer retirar o capital agora, que não tem necessidade de capital agora, é interessante sim, mas a gente tem que prezar também pela diversificação do patrimônio.
Ícaro Cruz também destacou que um dos erros mais comuns é investir em títulos atrelados à inflação sem compreender a marcação a mercado. Diferentemente de aplicações pós-fixadas ligadas ao CDI, o Tesouro IPCA pode apresentar variações no valor antes do vencimento. A recomendação para quem já possui o título é avaliar o perfil de investidor, o prazo do objetivo financeiro e o percentual aplicado.
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