A negociação entre PL e Republicanos para as eleições de 2026 no Espírito Santo ganhou um novo capítulo. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e o presidente estadual do PL, senador Magno Malta, marcaram uma reunião para esta quarta-feira (8), em Brasília, numa tentativa de destravar o impasse sobre a formação da aliança no Estado.
O encontro substitui a agenda que previa a vinda de Marcos Pereira ao Espírito Santo para conversar pessoalmente com Magno Malta. Como o ES Hoje antecipou, o senador condicionou as tratativas a uma negociação direta com a direção nacional do Republicanos, após as tentativas conduzidas pelo presidente estadual da legenda, Erick Musso, não avançarem.
A mudança de estratégia reduz uma etapa da negociação e ocorre em um momento decisivo do calendário eleitoral.
Convenções partidárias pressionam definição da aliança
A reunião acontece a menos de duas semanas do início das convenções partidárias, que serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. É nesse período que os partidos oficializam candidaturas e alianças que serão registradas posteriormente na Justiça Eleitoral.
Na prática, cada dia sem definição reduz a margem para ajustes políticos e composição das chapas.
O Espírito Santo tornou-se uma das peças da negociação nacional entre Republicanos e PL. A direção nacional do Republicanos condicionou o apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro ao respaldo do PL em estados considerados estratégicos, entre eles o Espírito Santo, além de Mato Grosso e Roraima.
No cenário capixaba, o Republicanos trabalha para consolidar a candidatura do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ao Governo do Estado.
Magno mantém exigências para apoiar Pazolini
Apesar do avanço representado pela reunião em Brasília, o acordo ainda depende de uma série de condicionantes impostas por Magno Malta.
Como o ES Hoje revelou anteriormente, entre as exigências apresentadas pelo senador estão o apoio à candidatura de Maguinha Malta ao Senado e a resistência à participação do ex-governador Paulo Hartung (PSD) na composição política.
Esses pontos seguem como obstáculos para a construção da aliança entre PL e Republicanos.
Estratégia de 2024 continua no radar do PL
Caso não haja entendimento, Magno Malta admite repetir uma estratégia adotada pelo partido nas eleições municipais de 2024.
Na ocasião, o PL priorizou candidaturas próprias em diversos municípios, apostando no fortalecimento da identidade da legenda e do número 22, mesmo abrindo mão de alianças consideradas eleitoralmente mais amplas.
No cenário de uma candidatura própria ao Governo do Espírito Santo, um dos nomes que permanece sendo cogitado é o do militar Diego Cassotto.
Reunião pode definir rumos da sucessão no Espírito Santo
Embora não represente a conclusão das negociações, o encontro entre Marcos Pereira e Magno Malta coloca frente a frente os dois dirigentes com poder para decidir os rumos da aliança.
A expectativa é de que a conversa reduza os impasses antes do início das convenções partidárias, período que marcará a oficialização das candidaturas para a disputa ao Governo do Espírito Santo e ao Senado.










