O diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil ganhou um reforço histórico no Brasil com a aprovação do Projeto de Lei 1.986/2024 pelo Senado Federal. A proposta, que agora aguarda a sanção presidencial, determina que as campanhas públicas de saúde priorizem a divulgação dos sinais e sintomas dos principais tipos de câncer em crianças e adolescentes.
No Espírito Santo, a medida foi recebida como um avanço crucial pela Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci), instituição que há 38 anos acolhe famílias capixabas e atua diretamente na linha de frente do tratamento oncológico pediátrico no estado.
Sintomas do câncer infantojuvenil e o papel da Acacci no ES
Para a Acacci, a nova legislação fortalece uma pauta que acompanha diariamente a realidade do tratamento de câncer infantil no Espírito Santo. A entidade destaca que o acesso rápido à informação de qualidade é o fator mais decisivo para reduzir o tempo entre o surgimento dos primeiros sintomas e o início do tratamento médico especializado.
A instituição desenvolve ações permanentes de acolhimento social, psicológico e suporte multiprofissional. A missão da associação capixaba é garantir atenção integral, dignidade e qualidade de vida para as crianças, adolescentes e seus familiares durante toda a jornada terapêutica.
Chance de cura do câncer em crianças aumenta com descoberta precoce
De acordo com a superintendente executiva da Acacci, Luciene Sales Sena, iniciativas federais que ampliam o alcance da informação geram um impacto direto e positivo nos índices de cura. A preparação de profissionais da rede de saúde do Espírito Santo para identificar os sinais de alerta é um dos pontos mais celebrados da nova proposta.
“Quando a sociedade conhece os sinais de alerta e os profissionais de saúde estão preparados para identificar precocemente possíveis casos, aumentamos as oportunidades de diagnóstico em tempo adequado”, pontua Luciene. “O câncer infantojuvenil tem maiores chances de sucesso terapêutico quando descoberto precocemente. Por isso, toda ação que fortalece a conscientização merece ser celebrada e incentivada.”
Além de capacitar e conscientizar, a proposta aprovada no Senado reforça a mobilização de entidades do terceiro setor que há décadas lideram o suporte a pacientes oncológicos pediátricos e cobram políticas públicas eficientes para a oncologia infantil.










