Com o avanço da idade, muitos capixabas enfrentam uma ameaça silenciosa à autonomia: a perda de massa muscular em idosos, processo biológico que pode evoluir para a sarcopenia. A condição acelera a perda progressiva de força física e se torna um dos principais fatores para o risco de quedas, fraturas e internações hospitalares na Grande Vitória. Para garantir um envelhecimento ativo e saudável, especialistas apontam que o segredo não está apenas nos exercícios, mas no ajuste do prato. De acordo com a nutricionista capixaba Giselli Prucoli, da MedSênior, o organismo na terceira idade muda a forma como absorve os nutrientes.
“A partir dos 60 anos, o corpo se torna menos eficiente no aproveitamento das proteínas consumidas. Por isso, muitas vezes é necessário aumentar a ingestão desse nutriente em relação à vida adulta, sempre de forma individualizada e orientada por profissionais de saúde”, explica a nutricionista Giselli Prucoli.
O que causa a perda de força e massa muscular na terceira idade?
A perda muscular faz parte do envelhecimento natural, mas o problema se agrava quando há desnutrição provocada pela falta de apetite. Diversos fatores comuns na rotina dos idosos contribuem para que eles comam menos proteínas, tais como:
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Alterações naturais no paladar e menor sensação de fome;
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Problemas dentários ou dificuldades de deglutição (engolir os alimentos);
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Uso contínuo de múltiplos medicamentos que interferem na digestão.
Quando o corpo recebe menos nutrientes do que precisa, o músculo é consumido para gerar energia. Isso prejudica tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, carregar as compras do supermercado ou levantar-se de uma cadeira sem apoio.
Quanta proteína o idoso deve consumir por dia?
As diretrizes internacionais de saúde voltadas para a longevidade recomendam que idosos acima de 65 anos consumam, em média, entre 1,0 e 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal todos os dias.
Para facilitar o entendimento das famílias capixabas, veja o cálculo prático de consumo diário ideal na tabela abaixo:
| Peso Atual do Idoso | Necessidade Diária de Proteína (Média) | Exemplos de Fontes Ideais |
| 60 kg | 60 a 72 gramas por dia | Ovos, leite, queijos e derivados |
| 70 kg | 70 a 84 gramas por dia | Frango, peixes, carnes magras |
| Qualquer peso | Frações distribuídas no dia | Feijão, lentilha e grão-de-bico |
“A estratégia não é sobre comer mais, mas sim sobre comer melhor. Pequenas refeições ao longo do dia, com boa densidade nutricional, costumam trazer resultados mais eficazes do que grandes volumes de alimento”, acrescenta a nutricionista da MedSênior.
Sinais de alerta: quando procurar um médico especialista
O enfraquecimento dos músculos dá sinais claros antes de provocar uma queda grave. Familiares e cuidadores devem ficar atentos a sintomas como a perda de peso sem explicação aparente, cansaço excessivo, diminuição da força para tarefas habituais e redução notável na velocidade da caminhada. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de recuperar a função dos membros.
5 dicas para aumentar a ingestão de proteína no dia a dia
Para ajudar a bater a meta nutricional sem sobrecarregar o estômago do idoso, os especialistas recomendam cinco passos práticos:
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Parcele as refeições: Fracione a alimentação em cinco ou seis pequenas porções ao longo do dia.
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Proteína em todas as etapas: Garanta que haja uma fonte proteica tanto nas refeições principais quanto nos lanches.
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Aposte nos lanches intermediários: Adicione iogurte ou queijo minas nos intervalos da manhã e da tarde.
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Varie o cardápio: Priorize ovos, peixes, frango e leguminosas (como o tradicional feijão capixaba) para evitar a monotonia alimentar.
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Busque suporte profissional: Diante da perda de peso involuntária ou recusa alimentar, consulte um médico ou nutricionista para avaliar a necessidade de suplementos proteicos industriais.









