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Justiça interroga acusada de envenenar médico de 90 anos em Vitória

A Justiça do Espírito Santo realiza nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro, uma audiência no Fórum Criminal de Vitória para o interrogatório de Bruna Garcia Barbosa Marinho, acusada de tentar matar um médico de 90 anos por meio de envenenamento. Além da ré, pelo menos seis pessoas devem ser ouvidas como testemunhas no processo.

O caso tramita na 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri. Por decisão judicial, Bruna segue presa no Presídio Feminino de Tucum, em Cariacica. Na decisão que manteve a prisão preventiva, o juízo apontou a gravidade do caso, a forma como o crime teria sido praticado e a motivação apresentada, afastando a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, Bruna é acusada de tentativa de homicídio por motivo torpe, com o uso de veneno, de forma a impedir a defesa da vítima. A acusação sustenta ainda que o crime teria sido praticado contra um idoso com o objetivo de assegurar a impunidade ou vantagem de outro crime.

O envenenamento foi confirmado por laudo de toxicologia forense, a partir da análise do cabelo do médico, documento que integra o processo. Segundo as investigações, o veneno utilizado seria óxido de arsênio.

A vítima é um médico cardiologista que manteve uma clínica na Praia do Canto, em Vitória, por mais de três décadas. O estabelecimento foi fechado no ano passado. O caso veio à tona em março de 2025, quando o médico e a esposa passaram a desconfiar de desvios financeiros cometidos por um funcionário da clínica.

Segundo a investigação policial, Bruna Garcia Barbosa Marinho trabalhou no local por cerca de 12 anos. Ela exercia função de confiança, sendo responsável pelo controle do setor financeiro e também pela rotina alimentar do médico. As apurações indicam que o envenenamento teria sido uma forma de mascarar o desvio de recursos, que, conforme a investigação, eram direcionados para a conta pessoal da acusada.

Ainda de acordo com os autos, durante o período em que o crime teria ocorrido, entre 2023 e o início de 2025, o médico apresentou sintomas compatíveis com intoxicação crônica por arsênio, como diarreia, vômitos, anemia e perda de peso. Após a demissão da funcionária, em março de 2025, a vítima apresentou melhora no estado de saúde.

Durante as investigações, dois frascos de medicamentos foram encontrados na sala utilizada por Bruna na clínica, sendo que um deles continha óxido de arsênio. O desvio financeiro apurado é estimado em cerca de R$ 600 mil.

Bruna Garcia Barbosa Marinho foi presa e denunciada pelo Ministério Público no final do mês de outubro do ano passado. A Justiça aceitou a denúncia e determinou o bloqueio de bens da acusada até o limite de R$ 600 mil. O processo também aponta a existência de uma segunda investigação relacionada ao caso, que ainda não foi concluída.

Além de Bruna, também é investigado Allysson Oliveira Marinho. Ambos chegaram a ser presos na Grande Vitória, suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio. A audiência desta sexta-feira marca mais uma etapa do processo judicial que apura os fatos.

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