Um novo laudo sobre a morte de Henry Borel, divulgado e anexado aos autos essa semana, descarta de forma de definitiva a hipótese de acidente doméstico ou queda da cama. O documento utiliza tecnologia de reconstrução tridimensional (3D) para detalhar as circunstâncias que levaram ao óbito da criança.

A nova análise, fundamentada em biomecânica e modelagem 3D, concluiu que as lesões apresentadas por Henry são incompatíveis com uma queda acidental de baixa altura. Segundo os peritos, a causa da morte foi provocada por agressões físicas violentas ocorridas no interior do apartamento, que resultaram em múltiplos traumatismos e hemorragia interna grave.
Para a acusação, este documento é fundamental, pois reforça tecnicamente a tese de morte violenta e contradiz as versões iniciais apresentadas pela defesa sobre um acidente.
O médico perito Fernando Esbérard, que atua no caso para Leniel Borel, assistente de acusação, destaca a importância de mais um laudo anexado ao processo. “Agora a perícia utilizou a tecnologia 3D para analisar as lesões sofridas pela vítima, o laudo confirma a tese de tortura”
A Justiça do Rio de Janeiro confirmou a realização do júri popular de Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho) e Monique Medeiros para o dia 23 de março de 2026.
Recentemente, a defesa de Jairinho apresentou pedidos de suspensão do processo. Os advogados alegaram supostas falhas técnicas nos laudos iniciais e irregularidades na cadeia de custódia das fotografias do caso. No entanto, todos os pedidos foram negados pelo Poder Judiciário, mantendo o rito processual.
O julgamento agendado para março é aguardado com grande expectativa, sendo considerado um dos desfechos jurídicos mais acompanhados pela opinião pública nos últimos anos.











