Os vídeos publicados pelo delegado Romualdo Gianordoli, ex-subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo (Sesp), em sua rede social Instagram lhe renderam processo interno na corregedoria da Polícia Civil (PCES). Conforme Poder ES Hoje divulgou Ele vem compartilhando nas redes sociais o que teria motivado sua saída da subsecretaria.
No primeiro vídeo, de uma série que garantiu divulgar, Gianordoli – que ficou bastante conhecido por ter coordenado operação que prendeu um dos criminosos mais procurados pelas forças de segurança capixaba, Fernando Morais (Marujo) – afirma: “Minha saída não foi técnica, foi política”. E explica no segundo que a exoneração foi motivada pelo que descobriu na Operação Baest.
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Por nota a Sesp informou que repudia as declarações, garante que são falsas, e que ele responderá processo. Para a Secretaria e a PCES, os movimentos de Romualdo Gianordoli têm base em interesses eleitorais.
Nota na íntegra:
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) repudiam de forma veemente, categórica e inaceitável as declarações falsas, levianas e irresponsáveis proferidas pelo delegado Romualdo Gianordolli Neto, que, em publicação nas redes sociais, tenta atribuir sua destituição do cargo de Subsecretário de Inteligência à Operação Baest, lançando acusações graves e infundadas contra integrantes da Polícia Civil e do Governo do Estado.
A Sesp e a PCES esclarecem, de maneira inequívoca, que a destituição do delegado não teve qualquer motivação política, tampouco guarda relação com empresários investigados ou com a Operação Baest. A exoneração ocorreu em razão do desgaste da relação interpessoal do então subsecretário com integrantes da estrutura da segurança pública, circunstância incompatível com a condução de uma função estratégica e sensível.
Embora seja legítimo que integrantes das forças policiais tenham pretensões eleitorais, é absolutamente inaceitável que a destituição de cargo comissionado — de livre nomeação e exoneração — seja utilizada como pretexto para ataques levianos, acusações sem provas e tentativas de deslegitimar instituições públicas que atuam com seriedade e responsabilidade.
A Sesp e a PCES destacam, ainda, que a Operação Baest foi conduzida pelo Centro Integrado de Análise Telemática (CIAT), em parceria com a Subsecretaria de Inteligência, à época chefiada pelo próprio delegado, que assinou o relatório final da operação sem qualquer ressalva, questionamento ou registro das alegações que agora, de forma oportunista, tenta sustentar.
Diante da gravidade das acusações, o delegado está sendo formalmente acionado na Corregedoria da Polícia Civil e será instado a comprovar, também na Justiça comum, todas as declarações que fez. Caso não apresente provas, poderá responder civil e criminalmente, inclusive pelo crime de denunciação caluniosa, nos termos da legislação vigente.
Por fim, a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Civil reafirmam seu compromisso inegociável com a legalidade, a verdade, a ética e o caráter técnico de suas atuações, ressaltando que os avanços consistentes no combate ao crime e na redução da violência no Espírito Santo são resultado do trabalho profissional, responsável e comprometido de seus policiais, sempre em defesa do interesse público e da sociedade capixaba.










