CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) — Após a confirmação de novos casos de intoxicação por metanol, a Prefeitura de Ribeira do Pombal, na Bahia, publicou um decreto que proíbe temporariamente a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município até o dia 5 de janeiro.
A medida foi adotada depois que ao menos sete moradores apresentaram sintomas de intoxicação após o consumo de bebida alcoólica contaminada. Três pessoas seguem internadas em estado grave.
O decreto estabelece que a proibição vale para bares, restaurantes, estabelecimentos comerciais, eventos públicos ou privados e comércio ambulante. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil Municipal, podendo resultar em interdições cautelares, apreensão e inutilização de produtos, além da aplicação das sanções previstas em lei.
O caso é investigado pela Polícia Civil da Bahia. Uma perícia realizada pelo Departamento de Polícia Técnica da Bahia confirmou a presença de metanol nas bebidas consumidas pelo grupo, a partir da análise de exames de sangue das vítimas.
As sete pessoas procuraram atendimento médico no fim de dezembro, após apresentarem sintomas semelhantes, como náuseas, vômitos, tontura, sensação de desmaio, falta de ar e visão turva. Do total, seis participavam de uma festa de noivado.
O metanol é uma substância química altamente tóxica, presente em produtos como anticongelante e limpador de para-brisa, e possui aparência e gosto semelhantes ao álcool comum, o que dificulta sua identificação durante o consumo. A ingestão pode causar cegueira, coma e morte.
As autoridades de saúde alertam para que a população evite o consumo de bebidas destiladas de origem desconhecida. Em caso de suspeita de intoxicação, a orientação é buscar atendimento médico imediato, já que o tratamento nas primeiras seis horas é fundamental para evitar complicações graves.
Enfrentamento ao metanol no Espírito Santo
No Espírito Santo, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-ES) é responsável pela gestão dos antídotos contra o metanol, sejam os enviados pelo Ministério da Saúde ou aqueles de aquisição própria.
Em outubro de 2025, o Estado recebeu 28 ampolas do medicamento Fomepizol. O medicamento é destinado ao tratamento de intoxicações por metanol, associadas ao consumo de bebidas adulteradas, e será utilizado em casos confirmados por meio de exames laboratoriais.











