Após a divulgação da Operação Luxúria, que desarticulou um esquema de extorsão sexual no Espírito Santo, novas vítimas procuraram a polícia para relatar que também foram alvo do grupo criminoso. Até o momento, 27 vítimas foram confirmadas, distribuídas em 15 municípios diferentes do estado.
A operação resultou na prisão de três pessoas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo era liderado por Camila Francis da Silva e pelo companheiro dela, Washington Henrique dos Passos. Segundo as investigações, Camila mantinha perfis em sites de encontros para atrair as vítimas, em sua maioria homens casados.
Após o primeiro contato, as vítimas passavam a ser extorquidas. Conforme a polícia, o grupo fazia ameaças de “acabar com a vida” dos alvos, dizia que iria expor conversas e contatos para familiares e, em alguns casos, chegava a enviar vídeos de pessoas sendo mortas para intimidar quem se recusava a pagar.
Ainda segundo a Polícia Civil, o esquema movimentou mais de R$ 600 mil em menos de seis meses, valor considerado incompatível com a realidade financeira dos suspeitos. Um dos investigados, inclusive, é beneficiário do programa Bolsa Família.
As investigações apontam que o dinheiro era depositado em contas bancárias de terceiros, abertas exclusivamente para receber os valores extorquidos. Além disso, contratos de empréstimos também teriam sido utilizados para tentar ocultar a movimentação financeira ilícita.
Apontada como líder do grupo, Camila não possuía trabalho formal, mas ostentava nas redes sociais viagens a destinos como Dubai, Maragogi e Jericoacoara. De acordo com a polícia, ela também financiou cirurgias plásticas para a filha com dinheiro obtido por meio das extorsões.
Durante o cumprimento dos mandados, na casa do casal, os policiais apreenderam itens de luxo, como relógios, óculos, perfumes importados, dinheiro em espécie e um veículo avaliado em cerca de R$ 120 mil. Todo o material foi documentado e será utilizado como prova no inquérito.
Camila e Washington foram presos na última sexta-feira (12), no bairro Aparecida, em Colatina. Uma terceira suspeita, de 40 anos, foi localizada e presa no bairro Mário Giurizatto, também no município.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam, já que há indícios da existência de vítimas em outros estados.









